Sunday, March 20, 2005

Coisas

Hoje poderia falar de várias coisas:

Começar pelo dia do pai que a Madalena tão bem abordou. Mas as saudades imensas, indizíveis, avassaladoras que sinto do meu, obriga-me a não pensar muito neste dia. (Uma amiga, tentando lidar com o desaparecimento do seu próprio pai perguntou-me quando é que as saudades deixavam de doer tanto. Tive que lhe responder a verdade: nunca!).
Também podia falar da lusofonia que tantas ondas tem criado na blogosfera (ver esta onda a título de exemplo e porque remete para outras). Mas não me apetece. Tenho mesmo a ideia que o debate é mais uma desconversa com palavras e conceitos ambíguos e não esclarecidos o que faz com que o diálogo se processe em frequências diferentes.
Podia até comentar esta opinião sobre as mulheres portuguesas ou sobre qualquer outro tema aí abordado. Mas hoje até isso não me anima!
Podia falar do filme "Hotel Rwanda" que vi ontem e que lança negras nuvens sobre a confiança que podemos ter sobre os homens e as mulheres, capazes do bem, é certo, mas capazes de muito mal.
Mas hoje não me apetece falar de nada porque, para ser franca, só me apetece chorar! Pelo passado que já foi, pelo presente instável e pelo futuro incerto! Pela incapacidade de dominar sentimentos e emoções. Pela incapacidade de tomar decisões.
Pela sensação de estar dentro de uma máquina de lavar e não ser capaz de pôr em prática a solução de uma amiga: "Ora, sai da máquina!". Tomara eu, tomara eu, descobrir o botão para a parar e para abrir a maldita porta...

9 Flocos de neve

Blogger t-shelf atirou uma bola de neve ...

Se é que serve de consolo, o céu por aqui hoje também está cinzento e não há sol para secar a roupa que continua dentro da máquina de lavar.

1:18 pm  
Blogger espumante atirou uma bola de neve ...

Uma pergunta que pode parecer pateta mas, provavelmente, não o será tanto assim:
- Já experimentaste espreitar pelo vidro da máquina de lavar, ver se anda alguém por ali e, se andar, pedir ajuda para te abrirem a porta?
Quanto à "opinião", tão gentilmente linkada,não serão as mulheres belgas que me irão fazer mudar. Serão?
Bom resto de fim de semana :)

3:41 pm  
Blogger Laura Lara atirou uma bola de neve ...

Para grandes males, grandes remédios! Partir o vidro da porta faz parar a máquina e deixa uma saída... estreita é certo, mas uma saída, ainda que torrencial. Bom sucesso.

3:42 pm  
Blogger Laura Lara atirou uma bola de neve ...

RUMO
Foi a curva da estrada ou da valeta?
Foi a rota ou o cabo do navio?
Fosse o que fosse fechou-se a gaveta.
- Foi nessa noite que tive mais frio.

Foi de repente, e a curva fez-se recta;
- Lagoa inerte transformada em rio –
Que importa não ter fim a minha meta
Se a vejo ao longe sem nenhum desvio?

E a gaveta trancada pelo tempo
Será levada aos poucos pelo vento,
- Memória na memória a minha mesa.

Sem gaveta ou sem boca – sem segredos –
Sentirei a firmeza dos meus dedos,
Terei enfim um rumo, uma certeza.

Margarida Homem de Sousa

5:26 pm  
Blogger Pitucha atirou uma bola de neve ...

Espumante

Há de facto gente do lado de fora da máquina e eu vejo-os. Penso contudo que há um problema com a dita e que ainda não passou por aqui nenhum técnico de máquinas de lavar. A coisa vai resolver-se, quando mais não seja porque um dia a máquina vai parar. Há sempre um limite da resistência dos materiais.

7:58 am  
Blogger Pitucha atirou uma bola de neve ...

T-shelf

Obrigada pelas palavras. Espero que já haja sol suficiente para pôr a roupa a secar :-)

7:59 am  
Blogger Pitucha atirou uma bola de neve ...

Laura Lara
Belo poema. Talvez ele me ajude a evitar inundações...

8:00 am  
Anonymous Albatroz2 atirou uma bola de neve ...

Ainda n vi o filme. Mas está na lista dos que eu ainda quero ver.

11:22 am  
Blogger Pitucha atirou uma bola de neve ...

Albatroz2

Vale a pena ir ver mas não é o murro no estomâgo que eu imaginava. Está bastante soft...

2:52 pm  

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