Wednesday, March 02, 2005

Este post é inacreditável.
Não é que eu ache que o humor deva ter limites: é a própria vida que deve ser vivida entre o que se pode fazer/dizer e o que não se pode fazer/dizer. É a única maneira que eu vejo de se respeitar o outro, de se ser tolerante, de se exercer com dignidade a liberdade individual.
Cada pessoa é livre de pensar o que quiser do Papa (e de qualquer outra pessoa) mas a liberdade de se dizer o que se pensa deve ser primeiro ponderada quanto à forma (como o dizer) e quando aos destinatários (como vão receber a mensagem). Queira-se ou não, a igreja católica (tal como todas as demais igrejas) mexe com domínios tão sensíveis das pessoas que nela(s) se acolhem que nos obriga a ser particularmente cuidadosos com o que se diz e como se diz.
Mal comparado, temos o mundo cheio de conflitos (graves), que se baseiam (talvez não só, mas também) no desrespeito destes princípios de "cuidado" quando se lida com temas sensíveis como o são os temas religiosos.
Como diria o outro "não havia nexexidade de chocar desta forma, nem de abordar a figura do Papa com falta de respeito e de dignidade".