Tuesday, May 31, 2005

Informe-se!

Para informações sobre a Constituição Europeia aconselho o site seguinte:
Além do texto integral, podem encontrar-se pequenos textos explicativos sobre o que a Constituição propõe.
E tudo em português.

Ideia gira

Uma associação humanitária de apoio aos órfãos do Ruanda teve uma ideia gira! Durante cerca de um mês entrega (em casa, nas empresas) pequenos-almoços (copiosos e agradáveis, desde os croissants ao sumo de laranja) por 5 euros.

A nossa reunião de unidade hoje será menos inóspita e contribuirá com uma pequena gota para melhorar a sorte daquelas crianças.

Monday, May 30, 2005

Retrato

Bem, hoje à hora de almoço vi-me rodeada de 300 000 Lauras Laras ! E não tenho dúvida de que, no mundo, haverá alguns milhões que respondem por este retrato. E para as distinguir das Madalenas (em comentário) vamos ter que puxar pelo mau feitio das últimas (bastará uns comentários menos simpáticos aos leões?!).

E não pensem que comigo vai ser diferente: sou tão, mas tão, normal que bem podem vir passear por Bruxelas à minha procura…

Diz, portanto, a Laura Lara:

Sou alta, pelo menos nos percentis da minha geração, (percentil é o termo actual, eu acho); eu também achava que era até chocar com as holandesas e quejandas a quem devem ter dado adubo em pequenas!

Pele morena clara, cheia de manchas escuras (da idade, dizem); morena clara? Eu sou para aí morena média! Manchas? Ainda não, mas quem sabe, um dia…

Olhos castanhos a dar para o amarelo; pois, olhos castanhos e para o amarelo dá o cabelo neste momento (com madeixas, como impõe a moda!)

longilínea, nem gorda nem magra; ó meu Deus, que indicação é esta? Eu também sou tudo mais ou menos, pronto!

Pés e mãos grandes, cabeça pequena; what? Ahn, ahn, pois eu tenho a cabeça … redonda, mais ou menos e as extremidades, pois eu acho que são normais, sei lá!

Cabelos cinzentos; esta já disse.

Não me pinto, gosto de tudo ao natural; (por acaso os morangos com açúcar não ficam piores!) Fora de gozo, também não me pinto normalmente mas é porque me faz comichão.

Quanto ao vestuário, só clássico; Não, de todo. É aqui que me distingo das Lauras Laras. Saia/casaco nem pensar; calças, camisa e blaser está óptimo.

Muito contida, não exteriorizo as minhas emoções (ensinaram-me assim); A mim também me ensinaram mas não resulta sempre.

Inflexível nos códigos de conduta que assumi; Bom, demasiada inflexibilidade quebra!

Apaziguadora, odeio conflitos, não entendo as guerras; Desafio alguém a dizer o contrário de si próprio!

Muito selectiva e exigente nas amizades, poucas, mas boas. No comments. Já estamos quase ao nível das campanhas eleitorais…

A sério, a sério, isto foi só para mangar com a Laura e para afastar o cinzento. Acho a ideia bem gira!

E agora?

Bruxelas acordou cinzenta.
O que fazer com o não francês?

Friday, May 27, 2005

Chegou!

Aí está o Verão ! E parece que vem para ficar três dias…Isto, por estas bandas, é um milagre.
Pelo sim, pelo não, ontem à noite toda esta gente decidiu aproveitar a benesse: afinal os senhores do tempo podem estar enganados. Havia um ar de sexta à noite, com os cafés, restaurantes, esplanadas, tudo, tudo, cheio de gente a exibir roupa leve e colorida.
Hoje continua glorioso. Eu até estou de manga curta (olhem que isto, aqui, é mesmo raro porque além de ser Bruxelas eu sou friorenta).
Injustiça mesmo é termos de trabalhar.
Acho que deveria ser feriado cada vez que há dias como este neste país!

Thursday, May 26, 2005

Feira do Livro

Não sei explicar bem porquê mas adoro a feira do livro de Lisboa.
Quando aí vivia, fazia questão de por lá passar todos os anos e, depois de partir para o estrangeiro várias vezes regressei nesta altura para poder visitá-la.
Gosto dos livros novos e de procurar livros velhos/antigos nos alfarrabistas. Fascina-me a quantidade de editoras que nem imaginamos que existem e que só vemos durante a feira do livro.
Em pequena, coleccionava os catálogos das editoras com a mesma seriedade com que os putos hoje pedem autocolantes. Lia-os e relia-os sublinhando os livros a comprar e que, na maior parte dos casos, nunca comprei.
Procurava dinheiro em todos os bolsos para o gastar na feira do livro e usava todas as artimanhas possíveis junto dos crescidos para que suportassem financeiramente o meu vício.
Invocava, quase sempre com sucesso, o dia da criança (1 de Junho) para obrigar os meus pais a irem comigo à feira comprar mais um livro de prenda.
Olhando para trás, percebo que foi um vício incutido pelos meus pais e que lhes saiu caríssimo: é que eu tomei-lhe o gosto!Hoje, como não previ ir a Lisboa, vou ter que viver a feira do livro através da minha mãe que vai, sem dúvida, ler este post: veja se encontra os livros de que lhe falei ontem pelo telefone, tá bem?

Wednesday, May 25, 2005

História belga

Há cerca de 8 meses fui operada a coisa sem importância num hospital belga.
Entrei pelo meu pé e por ele saí umas duas horas mais tarde.
O meu médico deu-me os bons dias à entrada, fez o que tinha a fazer, despediu-se e disse-me para passar no consultório dele uma semana mais tarde.
Esta história ocorre portanto em 2004 e não tem, de facto, história nenhuma para contar.

Algum tempo depois começo a receber as facturas em casa, para pagar. Em duas ou três cartas, sempre acompanhadas do formulário necessário para fazer o pagamento, pediram-me para os honorários do médico, a utilização do hospital e do seu material. Mandei o banco pagar, ele pagou.
Esta parte da história ocorre ainda em 2004 e, também aqui não há história nenhuma para contar.

Maio de 2005: chego a casa, abro a caixa do correio e vem-me parar às mãos mais uma carta do tal hospital. Mentalmente, e por esta ordem, achei que me tinha esquecido de pagar alguma das contas, insultei o meu banco por ele não ter pago uma das contas, achei que era publicidade, abri o envelope.

Aqui começa a história: então não é que aqueles tipos me mandam, 8 meses depois, uma carta de duas páginas com o dito formulário de pagamento, pedindo-me para pagar 3,20 € (eu repito, 3,20 €) pelo bisturi eléctrico?

Perguntas tontas: não terão eles gasto mais de 3,20 € no processo de pedido de pagamento? Não poderiam ter juntado o tal de bisturi eléctrico às outras maquinetas, pensos e linha de coser? Por fim, acham que diga ao médico que da próxima vez use um bisturi manual?

Portugal está na moda?

Quando eu cheguei a estas bandas Portugal era, nas mentes destes europeus, uma mancha incerta para os lados de Espanha! Os mais avisados (e mais velhos) lembravam-se do Eusébio! Os mais tontos diziam que “les portugais sont toujours gai” e situavam assim geograficamente o país.
Depois, tudo mudou.
Saímos do nosso nevoeiro e agora chocamos diariamente com pessoas que adoram o Algarve, Lisboa, Porto, a Madeira, até os Açores. Esta gente adora tudo…
Ouvem os Madredeus e a Marisa e também adoram.
Comem bacalhau e pastéis de nata que adoram igualmente.
E nós, agradecidos, oferecemos-lhes o Figo, o Barroso e agora o Guterres.
Esperemos que adorem!

Tuesday, May 24, 2005

Lema

Porquê simplificar se é possível complicar?

Monday, May 23, 2005

Inquérito

Em resposta à Laura Lara.
1. Qual o último filme que viste no cinema?
”Va, vis et deviens” um filme francês muito interessante sobre um menino negro etíope, refugiado no Sudão e a quem fazem passar por judeu órfão para o mandarem para Israel.
2. Qual a tua sessão preferida?
Indiferente.
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
A “Princesa pele de burro” que vi no cinema Roma.

4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Que raio de pergunta! Talvez o Out of Africa, pela paisagem!
5. E já agora, qual a personagem de filme que gostarias de conhecer um dia?
É personagem e foi real: Lawrence of Arabia!
6. E que actor (actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Jane Fonda.
7. A quem vou passar isto?
Não passo a ninguém porque acho as este inquérito pouco interessante. Sirva-se quem quiser…

Friday, May 20, 2005

Preparação mental

Vou para uma reunião (muitas reuniões se fazem por aqui! Gostava de saber se se passa o mesmo noutros lados.), depois começa o fim-de-semana.
E, adivinhem, está cinzento mais uma vez.
Portanto, para que isto não comece mal, toca a ver os pontos positivos:
1. Não está a chover (ainda!);
2. Está menos frio (o termómetro atinge as loucas temperaturas de 15°C);
3. Este fim-de-semana decorrerá o jazz festival na cidade;
4. Tenho montes de Sex and the City para ver no quentinho do lar;
5. Não tenho obrigação de vir até ao escritório;
6. Até posso ir ao cinema;
7. Ou ao ginásio.
Não está mal para exercício de auto-convencimento! Já só falta dizer que o sol está dentro de cada um de nós e que é como o Natal: brilha quando um homem/mulher quer.
Façam o favor de ser felizes.

Sex and the City

Hoje não me apetece trabalhar!
Assim dito até parece notícia; até parece que noutros dias me apetece. Nada disso. Acontece que nos outros dias não me apetece trabalhar devido àquela resistência normal, acho eu, que tem qualquer ser humano a levantar-se sempre às mesmas horas, com ou sem sono, a fazer sempre o mesmo caminho, com ou sem sol, para vir sempre para o mesmo gabinete. Mas hoje é diferente! Ou seja, é pior. Porque, além de tudo o que ficou dito, tenho a chamar por mim, em casa, a colecção completa de “Sex and the city”.
Depois de me fartar de andar “out” sobre este tema em todos os encontros sociais, e por achar que merecia uma prenda (afinal de contas sou boa mocinha…) meti-me no metro, fui à FNAC e decidi colmatar esta minha lacuna cultural.
Se não me virem muito por aqui, procurem-me perto de um leitor de DVD.

Wednesday, May 18, 2005

Porque é que a vida não é um filme?

Há livros, há momentos, há pessoas, há blogues, que são portas abertas para outro mundo. Que nos permitem sentir novos tempos, novos espaços; viver, por interposição, alegrias e tristezas alheias evadindo-nos assim de nós e da nossa circunstância, esquecendo, por instantes, quem somos e onde estamos.
Por cima da nossa monotonia, somos então capazes de subir montanhas, de explorar florestas em expedições arrojadas e interessantes. Por cima dos nossos males, somos então capazes de chorar dores que não temos e de sofrer por sentimentos que não nos dizem respeito. Por cima da nossa normalidade, somos então capazes de actos gloriosos e intrépidos.
Sobretudo, e é verdadeiramente disso que eu sinto falta neste mundo para o qual volto depois de cada aventura, da boca saem sempre as palavras certas, da mente surgem sempre as soluções acertadas e do coração brotam sempre os sentimentos mais nobres.
Por fim e quase sem excepção, as mais loucas peripécias acabam sempre num happy ending.

Festas

Como é bom sair com amigos! Com marcação ou sem marcação! Bem preparado ou improvisando. Ao sabor dos caprichos temporais bruxelenses.
Foi o que aconteceu no fim-de-semana passado (que aqui foi acrescentado com uma segunda feriado) onde o convívio se juntou com a bom comida, a bom bebida e a boa música e deu como resultado dança, gargalhadas, alegria e boa disposição. Esta última criada, há que admitir, pelo ambiente e ajudada pelos copos.
Fiquei eu mais aguada para poder conduzir.
No fim, encosta-se a cabeça na almofada. Adormece-se zonza e a sorrir. Acorda-se nostálgica a querer repetir tudo para se sentir de novo as mesmíssimas emoções.

Tuesday, May 17, 2005

O cinzento como resposta aos desafios!

Mais vale tarde do que nunca! Respondo assim ao desafio do Espumante com o seguinte texto:
Voltei com sol em mim; porém o cinzento envolvente é forte! Porque envolvente? Porque húmido? Porque opressivo? Riposte quem quiser. Eu vejo-o e sinto-o. O cinzento é o meu moinho quixotesco. Sempre perco o pleito. Perto do fim fujo e procuro o sol.
Julguei em tempos ter tido um sol meu, só meu. Um sol de bolso! Queimei-me… Penitencio-me. O sol no bolso, sem luz, morre de frio. Fiquei com o cinzento! Procuro pois o sol em longínquos sítios. Bebo-o se o encontro. Depois tento, com fósforos, que fique vivo muito tempo. Vencer o cinzento pelo tempo possível: só esse. Sei contudo que perderei!
E prontos!

Pois é!

Este texto da Brigida provocou mais um sobressalto em mim. Será que um dia terei (terei?) a coragem de parar e de responder à questão que ela coloca? Ou terei sempre medo de me confrontar com a resposta?
Por outro lado, ainda que a vida por vezes nos pregue rasteiras, talvez seja mesmo preciso ver, antes de mais, se não somos nós responsáveis, em certa medida, por essas rasteiras.
Tenho que admitir que assim é muitas vezes: não é a vida que inocentemente nos troca as voltas, somos nós, sou eu, que esqueço nos bolsos as mãos que deveria ter oferecido aos amigos, que fecho os olhos quando acho que o mais fácil é dizer não vi, que me esqueço de regar uma planta por achar que estará sempre ali.
Sou eu que ponho as prioridades por ordem errada; sou eu que faço opções por conveniência.
Em conclusão: haverá outrém a quem atribuir as culpas pela não realização dos nossos sonhos? Talvez não.

Sunday, May 15, 2005

Cavalo-marinho

Desta vez não foi África mas sim Caraíbas. Pois, é preciso ir bem longe para gozar aquele calor bem gostoso que nos aquece o corpo e a alma.
O mar, sempre convidativo, apresentava cores que iam desde o azul-escuro ao perfeito turquesa mas o que mais me fascinou foi aquilo que ele esconde a quem olha para ele de fora. É que, pela primeira vez consegui ver um cavalo-marinho…lindo! Isto, claro, no meio de corais fantásticos, autênticos jardins debaixo de água. Menciono, só como exemplo, umas esponjas tubulares de cor violenta.
Os peixes eram aos milhares, de todas as cores e feitios. Não vi peixes grandes (parece que não os há por aquelas bandas) mas vi peixes lindos: o peixe papagaio, penso que é este o nome em português) é um surpreendente cocktail de cores…
A natureza terrestre também contribuiu para o sucesso das minhas férias: um passeio a cavalo por um parque natural não só me permitiu ver uma paisagem deslumbrante mas também fez de mim pasto de mosquitos (estrangeiros está bem de ver!).
Conclusão: tenho um bonito bronzeado pintalgado por picadas de mosquitos.
Entretanto, de volta à civilização (com chuva quando cheguei para me sentir “em casa”) encontrei mais de 200 e-mails para ler e montes de blogues para pôr em dia. É uma trabalheira vir de férias…

Tuesday, May 03, 2005

Vou mas volto!

Vou de férias! Vou de férias! Vou de férias!
Dormir, ler, apanhar sol, mergulhar no mar, passear, ver coisas novas, conhecer outros povos, comer outras comidas, deixar morrer o stresse (à fome...), surfar sobre o tempo sem obrigações de o respeitar ou de o controlar e, sobretudo, não correr atrás de horários (excepto o dos aviões e, vá lá, o do pequeno-almoço que sem ele não passo).
Acho que, com um pouco de esforço, me habituava a viver assim!

Lindo

Na esquina da minha rua, virando à esquerda, a praça estava dominada por uma nuvem plúmbea, daquelas que realça a luz dos faróis, que dá brilho aos encarnados e prepara o ambiente para um cenário de chuva tropical. Todos os contornos estavam perfeitamente delineados como se, de repente, o mundo tivesse perdido a terceira dimensão concentrada que estava naquela nuvem gorda de chumbo. Frio não estava, mas estamos longe dos trópicos! Faltava o calor abafado e a humidade colante que preparam as mentes para aceitar a chuva refrescante. Olhei em volta e todos continuavam os seus caminhos sem levantar os olhos para o céu. E a nuvem, entristecida, foi-se embora sem sequer chover. Restam as normais nuvens cinzentas, sem poesia. E eu cheguei ao escritório para mais um dia normal!

Monday, May 02, 2005

Mais um

Hoje apetece-me postar!
Deve ser por tudo estar a meio gás (é feriado em Bruxelas e período de férias pelo que parte dos colegas já partiram). Há silêncio no corredor à esquerda e na estrada à direita do meu gabinete. As obras que avisto pela janela (eu sei que normalmente se "avista ao longe" mas estas estão mesmo ao ladinho de mim porque a estrada é estreita!) estão paradas e o cinzento amortece as cores. Apetece fazer gestos em câmera lenta para não perturbar a calmaria reinante.
Com este sossego começo o trabalho na minha nova unidade. Começar não é, definitivamente, a palavra correcta: por um lado porque ainda não "comecei" à espera que estou dos serviços técnicos que mudarão o computador e o telefone para o meu novo gabinete e, por outro lado, porque já estou, há seis meses, destacada a fazer o trabalho que continuarei a fazer de forma regular a partir de hoje.
Apesar do receio com que sempre enfrento novas situações (estarei à altura?, esse género de dúvidas metafísicas...), estou satisfeita por mudar. Pelo menos, há sempre a perspectiva de que algo de bom/de melhor aconteça. E neste momento dava algum jeito...no estado em que estou, qualquer coisinha positiva é um chupa-chupa para a minha alma.

Chove

Mas o fim de semana esteve magnífico, sobretudo no domingo. Um autêntico dia de Verão.
Não obstante, não foi um fim de semana feliz. Como previsto!
Não importa, outros virão e melhores tenho a certeza.
Até lá, dou tempo ao tempo e tento pôr pensos rápidos na alma: daqueles com bonecos para ela sorrir um pouco!
Agora o que eu preciso mesmo é de comprar um leãozinho de peluche ...

Dia da mãe

Foi ontem! Mas não aqui. Aqui foi só 1 de Maio!
Nunca consigo "festejar" como deve ser o dia da mãe porque nunca sei quando calha...
Este ano, pelo menos, fica por escrito: bom dia mãe, por ontem, por hoje e pelos demais!
Um beijo