Wednesday, November 30, 2005

Momento raro

É de ler este post!
Parabéns João.

Esclarecimento

Era só para acalmar os ânimos dos meus caros co-bloguistas que saíram em minha defesa no seguimento de críticas vilipendiadoras (não adoram esta palavra?).
Se, por um lado, devo agradecer a solidariedade demonstrada, por outro não posso deixar persisitir a ideia de que fui objecto de críticas ferozes e manhosas. Longe disso.
Tratou-se de conversa bem-intencionada, entre duas pessoas que se querem bem. A dita cuja pessoa limitou-se a achar que eu poderia ir mais longe nos meus escritos porque para tal teria engenho e arte! Se se vir bem, em vez de crítica, foi um elogio.
Portanto, mais do que irritação, o post foi um jogo: divertido, bem-disposto e que provava que, ainda que o engenho e a arte estivessem do meu lado (o que resta demonstrar), faltava a vontade, sem a qual pouco ou nada se faz!
Agora, há que reconhecer que sem o incentivo "crítico" o post nunca teria existido...logo, caro dialogador, continuemos a conversa que os resultados afiguram-se interessantes.

Tuesday, November 29, 2005

Estilos

Fui « acusada » de fazer posts certinhos, daqueles que não fazem ondas! Posts de quem não perde tempo a escrever. Género, tomem lá o postinho do dia que merecem, porque para mais não tenho tempo nem, a bem dizer, disposição.

Teria, portanto, que optar por temas “tsunamis”: dizer que o livro da Maria Filomena Mónica é uma merda (sim, também acharam que a minha linguagem é demasiado … como dizer, pueril!), chamar senil ao candidato Soares, comedor de bolo-rei ao hirto Cavaco, demagogo destrambelhado ao Louçã e nada aos outros porque não é politicamente correcto dizer mal de poetas ou de dinossauros…
Teria que debater, sempre discordando, temas como a Ota (agora que a Constituição europeia está em pousio) e o TGV.
Teria que optar, em consciência, pelo politicamente correcto e defender a adopção por casais homossexuais ou condenar aos fundos de dantescos infernos os que não querem retirar os crucifixos das escolas! Ou fazer totalmente o oposto, que também está na moda, e dizer que a homossexualidade é pecado infecto (e por isto já caiu um comissário! Caiu, é forma de expressão, porque não chegou a sê-lo, por ter manifestado tal opinião) e que a cruz é a nossa salvação (lá o diziam Os filhos da Nação).
Teria que discutir da bondade dos argumentos do Freitas contra a presidência britânica da União (ai Blair, filho, que andas tu para aí a fazer, ou a não fazer, que é mais o caso) e teria que levantar estrondosa polémica só porque há quem se atreva a ler Saramago depois das últimas patacoadas que disse.
Teria que discordar do Miguel Sousa Tavares, condescender com o Marcelo Rebelo de Sousa (nem sempre, mas dá-se o desconto por via do charme que tem) e irritar-me com o Vitorino (na mesma medida em que me irritaria com o governo dado que aquele mais não é que correia de transmissão deste!).
Finalmente, e para que o meu post fracturante não se confundisse com um post “masculino” (sim, que “bloguera” que se assume, defende a tal de escrita feminina), teria que mandar umas bocas impacientes ao mundo masculino, proteger-me das louras burras e provar que ao lado da minha imensa cultura está uma gaja que vai ao ginásio, se depila e faz dietas, entre três idas a livrarias, dois concertos de música clássica, uma ópera e algumas passagens pelo cinema, pouco confessáveis porque, gaja que se preza, tem DVD em casa…
E para levar tudo às últimas consequências, falaria sobre isto tudo mas retiraria os comentários…ou não! Tudo dependeria de mim. Claro!

Monday, November 28, 2005

Mais um

É o lado bom da vida
Que convém aproveitar.
Mas só gente precavida
O saberá encontrar.

Novo blogue; bloguista conhecida!

Friday, November 25, 2005

Estado de choque

Olhei pela minha janela e, de repente, vi uma cor estranha no céu! Imaginem o susto! Espero que não seja nada de grave, sobretudo agora que se aproxima o fim-de-semana. Admito que estou atemorizada. Também com tudo o que se lê nos jornais...
Então não é que no meio do habitual conhecido cinzento (com várias matizes para não ser muito monótono) está uma pequena mancha de ... azul!
Acham que é grave?
É desta que o céu nos vai cair em cima da cabeça?

Aconteceu

O que eu temia aconteceu: roubaram os graus (°C) todos. Zero foi o que sobrou. Nada, nem um deixaram para amostra.
Ainda por cima está cinzento, cinzento, cinzento...
Manda lá as arrufadas (podem vir com as cerejas), que eu acho que preciso de um choque calórico (as dietas fazem-se com sol).
Noutra encarnação fui urso certamente: sinto uma enorme vontade de hibernar.
Preciso de mimos! (E de um saquinho de água quente).
Passem o fim-de-semana da melhor forma que puderem e souberem! (Eu tenciono mexer para aquecer. Já sabem qual é o equipamento: casaco, gorro, cachecol, luvas, meias quentes ...Venham à vontade, eu tenho para emprestar!)

Thursday, November 24, 2005

Continuo à espera

Da Primavera! Está um frio de rachar.
Já agora, e por falar em espera, um milagre também dava jeito. Vá lá, é quase Natal...
(Desculpem, esta última frase é privada: é para o meu anjo da guarda que é um teimoso sem fim! Estagiário armado ao pingarelho, tem que fazer tudo "by the book" e como eu não lhe estou a facilitar a vida ficou ofendido...
É certo que não lhe saiu na rifa o terrestre mais fácil do mundo mas, enfim, anjo que é anjo não espera ter uma vida pacata. Acho eu!)
Agora é para vocês: acham que se eu der um beijo (na testa, claro!) ao meu anjo da guarda ele me perdoa?

Wednesday, November 23, 2005

Incongruências

Na época dos documentos em versão electrónica, fiz um corte na mão com uma folha de papel.
Dói!

Tuesday, November 22, 2005

Ora bolas!

Por vezes invejo as pessoas pão, pão, queijo, queijo! Ou sim ou sopas! Queres, queres, não queres, paciência!
Há que admitir que são previsíveis (mesmo monótonas, eu diria) mas, ao menos, não baralham os circuitos de quem as rodeia com dúvidas e hesitações. Nunca dizem “nim” e penso até que não recorrem com frequência ao talvez. Não perdem tempo com filosofias, nem análises teleológicas. Não discutem meios nem fins! São claras como água, característica notável em tempos de transparências e de politicamente correcto.
Depois há quem, como eu, páre para decidir! Compro a camisola verde ou a amarela? Sim, porque levar as duas remete-me para o consumismo da nossa sociedade!
Raios me partam!

Monday, November 21, 2005

Preocupada

Acho que o meu carro já sabe vir sozinho para o trabalho! E impressionou ver a calma com que o fez hoje, sem se enervar com os carros à frente que não andam, com as manobras cujas finalidades são insondáveis. Hoje até lhe deu para parar nos sinais amarelos (às vezes acelera, há que confessar). Tão pouco sentiu ganas de empurrar para fora da estrada os peões que acham que a estrada é deles e que passam de qualquer maneira e em qualquer lado.
Acho que o meu carro está a ficar deprimido!

Friday, November 18, 2005

Mais uma reunião!

Acho que começamos a gostar desta forma intensa de convívio!
Bom, se não tiver tempo de voltar, desejo-vos desde já um excelente fim-de-semana.
Lembrei-me: anda alguém a roubar graus (°C) em Bruxelas. Cada dia há menos - hoje já só estavam 3°. E ninguém faz nada. Uma pouca vergonha!

Thursday, November 17, 2005

Em busca

Há momentos em que as palavras não chegam! Ou então é mesmo falta de jeito.
Desenhar não sabia. Cantar só no banho e mais para se distrair. Se bem que certas canções conseguem dizer mais e melhor do que parece à primeira vista. Tentou recordar uma qualquer que lhe desse umas dicas para a mensagem que pretendia passar. Mas tudo lhe soava ou lamechas ou demasiado marcado no tempo como Moustaki “ma liberté longtemps je l’ai gardée…”, como Chico Buarque “estava à toa na vida …”
No fundo, porquê procurar palavras novas para dizer sentimentos antigos como a humanidade? Seria como procurar um palavrão original para dedicar ao automobilista da frente que vira sem fazer pisca ou que trava por motivos que são muito dele, tão dele, que os outros não alcançam. Não perderia tempo a pensar numa forma diferente de lhe dizer que fosse levar o carro a pastar para bem longe…
Talvez seja o facto de pensar! É, é isso. A solução está em seguir o impulso, decide. Podia experimentar dizer “sabes, gosto de gente como tu!”. Cru, demasiado cru. Onde está a poesia? Então é isso, falta a rima.
E decide procurar a Florbela Espanca que deve estar algures dentro de si!

Encontro

Quando a periferia vem ao centro, dá para trocar umas palavras ao sabor de comida exótica, com sons de lusofonia. Apesar do frio e da chuva da capital europeia...

Wednesday, November 16, 2005

À espera

Deixou-se ficar por casa. Esperava um telefonema a qualquer momento.
Com o nariz colado à porta de varanda olhava para as luzes dos apartamentos em frente, luzes que se contorciam nas gotas de chuva que escorriam pelo vidro.
O vento materializava-se na agitação das plantas, nos silvos que emitia ao contornar objectos.
Encolheu-se no casaco velho, casaco confortável de trazer por casa, ao pressentir o frio pelos elementos exteriores.
A música tocava, cumprindo a sua função de encher o espaço. Reconheceu os acordes daquela canção e proferiu ao mesmo tempo que o cantor, as primeiras palavras. Nem isso, nem sequer as palavras! Sons que repetia sem entender o que dizia porque não dominava aquela língua. Mas sabia que era uma canção de amor.
Maquinalmente arrumou os livros recentemente comprados, quando teria tempo de os ler? Depois ajeitou as almofadas no sofá e levou para o quarto a écharpe que ali tinha abandonado quando entrara em casa.
Verificou que estavam na entrada os documentos que precisava de levar no dia seguinte, a pequena mala estava quase pronta, à espera do que haveria de ser arrumado no dia seguinte de manhã.
Um chá, talvez lhe apetecesse um chá!
Segurou a caneca com as duas mãos, sentindo o calor, inebriando-se com o cheiro.
E sorriu quando o telefone tocou!

Tuesday, November 15, 2005

Linguagem

Irrita-me esta mania que têm os nossos entrevistadores de chamaram "senhor" aos entrevistados. Será influência europeia que não usa títulos académicos? Será mesmo parvoíce minha? Se calhar é só falta de hábito; mas antes não se dizia "o senhor acha" mas sim "senhor dr./eng./arq. (whatever) acha", não era?

Monday, November 14, 2005

Bem-vinda

À blogoesfera Carlota.
É sempre bom mais uma vizinha por aqui!

É oficial!

Cansada de passar frio, aceitei (que remédio) que o Inverno chegou. Luvas, cachecol e gorro fazem parte do meu guarda-roupa diário a partir deste fim-de-semana.
Para me encontrarem, procurem um montinho de roupa com o nariz de fora...

Friday, November 11, 2005

Bom fim-de-semana

You may conquer with the sword, but you are conquered by a kiss.

Daniel Heinsius (1580-1655)

O que fazer?

O que fazer?
Começo a angustiar-me.
A minha consciência social diz-me que o deveria dedicar ao trabalho. O meu eu egoísta pensou logo nos livros que tenho para ler.
Com tantas dúvidas, acho que já o perdi...
Hein, não estava ainda a contar; quero o meu segundo de volta!

Thursday, November 10, 2005

Comunhão

Ontem vi um bocadinho (quase nada) dos Prós e Contras (que aqui passa às quartas na RTPi). Tive a sorte (pelo que ouvi comentar) de ver o diálogo entre D. José Policarpo e o Prof. Barata Moura. E fiquei com pena de o mundo não ser assim. Um mundo onde as pessoas discordam sem agressividade nem falta de polimento social. Um mundo tolerante onde ninguém tem medo de reconhecer a razão que assiste a quem a tem e de defender as posições em que profundamente acredita.
Depois de um dia duro, com uma reunião particularmente desgastante, e longe do ombro onde gostaria de encostar a cabeça, a calma e a serenidade de duas pessoas que partilham caminhos diferentes, lado a lado, fez-me bem.
E dormi lindamente.

Wednesday, November 09, 2005

Pressa

Hoje não tenho tempo para posts porque é dia de reuniões e de mais reuniões.
Mas custava-me saber que viriam cá em vão!

Tuesday, November 08, 2005

Escuro

Só para dizer que anoitece em Bruxelas.
Quando chega a Primavera?

França

O que se passa em França? Isto é, eu sei o que se passa em França...Fico é sempre perplexa com o que se passa em França. E já agora, os franceses também me deixam perplexa.
É um complicado caso de estudo este país dos direitos do Homem.

Monday, November 07, 2005

Regras

As regras existem para ser cumpridas! Certo! Mas como tudo, até esta regra comporta excepções. Não é lá porque existe uma regra, que uma pessoa deve pôr o cérebro de molho…
Todos sabem que quando o semáforo dos peões está vermelho e ostentando um homenzinho muito quietinho não se deve atravessar a estrada. Sabem ou não? Porque se há dúvidas, então esta regra é absoluta, no matter what, que é o que nós fazemos às criancinhas para que elas não sejam uns monstros bárbaros quando crescerem (coitadas, nunca podem comer o resto do molho do prato com pão, que é tão bom mas que não se faz!). Voltando aos semáforos. Posta a regra, pergunto qual é a ideia de permanecer na bordinha do passeio à chuva e ao frio (ou mesmo à inclemência do sol, porque também há quem não goste dele!) quando se vê, se ouve e se cheira que não há nenhum carro, nem um só, nos quilómetros mais próximos?
Pois fiquem sabendo que não só há gente capaz de permanecer na bordinha do passeio, sob os elementos climatéricos do momento, com uma estrada vazia, absolutamente vazia, enervantemente vazia, na frente, sem a atravessar enquanto o homenzinho hirto não passar a figura verde de passo decidido, como, ainda por cima, essas pessoas reclamam quando um ser normal (como eu, a título de mero exemplo) atravessa aquela imensidão desértica desafiando um qualquer ponto vermelho…

Alguém me elucida?

Nos tempos em que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa se debatia com cabalas e censuras acompanhei de longe, sem conhecimento de causa, apenas por interpostos jornais e blogues, o desenrolar dos acontecimentos.
A mudança para a RTPi alegrou-me: finalmente ia poder seguir o oráculo dos oráculos, esclarecer as minhas ideias, compreender aquilo que passa despercebido aos olhos de comuns mortais que nem eu.
O grande dia chegou e … dei o benefício da dúvida! O mesmo se passou no segundo. A partir daí, fiquei chateada. Não só continuo meia burra porque o homem não diz nada de novo como, ainda por cima, tenho uma crise de nervos cada vez que vejo a outra criatura que lhe faz companhia! Quem é ela, donde vem e para onde vai?
Foi por isto que quase caiu um governo em Portugal?

Friday, November 04, 2005

Pasta

Nunca pensei que fosse tão complicado cozinhar massas italianas!
Pensavam que era só pôr a água a ferver e deitar a massa lá para dentro, não? Pois pensavam mal. Ele há toda uma técnica, no antes, no durante e no depois, técnica que nós, os não italianos não dominamos, nem nunca dominaremos. Atentem no pormenor: nunca dominaremos!
O mais complicado é contudo saber quando se usa o queijo ralado. Se respondem “sempre”, ou mesmo um tímido “quando me apetece”, saibam que estão a assinar o vosso atestado de bárbaros sem socorro. As regras de “como usar o queijo por cima da massa” são pesadas, complicadas, retorcidas: tudo para separar os que sabem (vulgo i italiani) dos que não sabem (vulgo, todos os outros).
O mais prático mesmo é convidar uma amiga italiana para fazer o jantar: a mim disse-me “põe a água a ferver, com sal, às 20h10 e não faças mais nada!” Depois zangou-se quando chegou a casa e a panela estava sem tampa.
Da próxima vez terá que precisar que a água tem que ferver 20 minutos, com sal e com tampa… Eu lá sou italiana para nascer informada destes detalhes?!

Thursday, November 03, 2005

Informação

Para quem estiver interessar em ler coisas sobre a União Europeia, dê um pulo até ao http://bookshop.eu.int/ Os documentos pdf podem ser downlodados (como se diz isto em português?) gratuitamente.
Caso queiram saber o que raio é a Política Agrícola Comum, ou coisa do género, é só procurar na livraria.
(De vez em quando, este blogue tem alguma utilidade pública!)

De volta!

A sonhar com a minha cidade, com a vista dela a partir da ponte 25 de Abril, a partir da marginal, à noite, com as ondulações do terreno recortadas a luzes amarelas.
Vista de longe, a cidade é linda. De perto, olhe-se para os amigos, para não ver a decadência da Costa da Caparica, por exemplo.
Já agora, beijos a todos com quem estive neste fim-de-semana longo (alongado por mim): não faço links porque quem sabe, reconhece-se.