Monday, February 20, 2006

Bafta

A BBC transmitiu em directo, pelo serão adentro, a cerimónia dos Baftas.
É assim como os Óscares mas menos americanos!
Chegaram sob uma passadeira vermelha encharcada até à última fibra mas são todos bonitos, estão todos bem vestidos, são todos óptimos, a verter talento aos molhos, gostam todos imenso uns dos outros, cheios de salamaleques e sorrisos.
Ali, as misérias do mundo são a fingir, estão cheias de bons sentimentos, frases certas nos momentos certos, happies ends.
Por coincidência, ou talvez não, Brokeback Mountain foi o melhor filme. Ainda não vi, não posso portanto tecer comentários, mas Jake Gyllenhaal, ao ganhar o Bafta de melhor actor secundário, deixou-me a pensar quando disse: "Ultimately love can destroy you."
Vou ficar a pensar no assunto.

Sunday, February 19, 2006

Porquê?

Não quero levantar polémica nem criar contencioso.
Sou, em normais circunstâncias, pessoa de trato fácil e com boas maneiras.
Até me arrogo possuir altos níveis de tolerância acoplados a uma razoável bagagem de conhecimentos proporcionando uma socialmente confortável cultura geral.
Sendo, por feitio, mais do que por defeito, pessoa pouco atreita a confrontos sigo, sem orgulho mas para evitar problemas, todas as cartilhas do politicamente correcto em matérias delicadas e sensíveis, sobretudo com quem não conheço.
Ainda assim, e talvez porque a matéria cinzenta tão cara a M. Poirot não abunde, há coisas que não compreendo.
Porque é que a RTPi está a dar, parece-me que em directo, a cobertura da transladação (segunda morte, segundo enterro) da irmã Lúcia?
Ou será que é uma "cunha" na previsão de eventual canonização?

Momentos

Sair para tomar café, dar uma volta, respirar, até encontrar amigos, aqui é tarefa complicada! Porque chove, porque está frio.
E o meu sinal de humanidade é ir na mesma. Para não me resignar a ficar fechada em casa o dia todo.
Até porque ontem acebei de ler "When Nietzsche wept" de Irvin D. Yalom e estou baralhada.
Pensando bem, chuva e frio na cara, talvez me faça bem às ideias.

Saturday, February 18, 2006

Uma pedra de gelo, por favor

Porque será que uma das ambições de muita gente é “não fechar as portas”, é não cortar opções?
Mas, até que ponto é que nós temos opções? Dito de outro modo e melhor, até que ponto podemos nós optar? Até onde vai a nossa liberdade de opção?

Sujeitos que estamos a uma complexa rede familiar, social, profissional, a ideia poética e romântica de largar tudo e ir viver de cocos para uma ilha distante (e quente de preferência) não se conjuga com compromissos assumidos.

Além de que, sejamos realistas, onde na tal ilha se vai arranjar gelo para o gin tonic?

Nome

Não sei onde tinha a cabeça quando pus o nome a este blogue!
Não se pretendendo a originalidade (aliás, se se pretendesse teria sido um rotundo falhanço...) então ao menos que se obtivesse algo de descritivamente verdadeiro.
Bom, a bem dizer "No cinzento de Bruxelas" é descritivamente verdadeiro, mas muito incompleto.
Bom, bom, totalmente descritivo e hiper-realista teria sido o nome "No cinzento e no chuvoso de Bruxelas".
Pergunto-me: onde terá Jacques Brel ido buscar a imaginação para cantar "Des perles de pluies venues d'un pays où il ne pleut pas"?

Friday, February 17, 2006

Ópio

Juro que não percebo porque é que dizem que o futebol é o ópio do povo?
O ópio é o Sex and the City...
Então deixam uma pessoa na doce ilusão de que há vida em Nova Iorque (too bad I'm in Brussels) para depois tudo acabar num happy end cheio de clichés. Até a Samantha ...
Não se pode confiar em ninguém!
Ora bolas.

Thursday, February 16, 2006

Stop

Importam-se de parar o mundo?
É que eu queria descer, se faz favor.

Subsídio

Com tanto subsídio que há por aí, não haverá um para lenços de papel?

Cof, cof, atchim!

A constipação comum é uma infecção viral que provoca inflamação das membranas mucosas do nariz, garganta e brônquios. Existem cerca de 200 tipos diferentes de vírus que causam os sintomas da constipação comum. Entre os sintomas incluem-se dor de garganta, espirros, nariz entupido/corrimento nasal, lacrimejo, dores de cabeça, nariz entupido, tosse, cansaço e pode desencadear dor nos seios perinasais.
A constipação é uma das doenças mais comuns no mundo - e não existe cura conhecida - mas apenas se podem tratar os sintomas, não o vírus que os causa. Em média, uma pessoa pode apanhar duas a cinco constipações por ano.

Na tentativa de tratar rapidamente todos os sintomas tive que me esforçar para não me esquecer de tomar o meu pequeno-almoço no meio de tantos comprimidos!

Wednesday, February 15, 2006

Futebol

O futebol como elemento de paz entre os homens está bem visto!
Andamos a tentar isso com os hooligans ingleses há alguns anos pelo que devemos ter a experiência necessária para alargar o processo de paz a outras equipas.
Claro que para evitar ferir susceptibilidades, atacar princípios ou valores ou, de qualquer modo, ferir opções filosóficas, ideológicas ou outras, teremos primeiro que repetir muitas vezes, baixinho, claro está, “o desastre de Heysel nunca existiu”!

Dentro de horas

Onde será que este "plat pays" mete tanta chuva?

Fora de horas

Eu acho que já não tenho idade para noitadas!
Ou então é a constipação que me limita os meios.
O que eu sei é que ainda a noite é uma criança e eu estou mortinha por encostar às boxes.

O mal de já nos deitarmos hoje é que quando nos levantarmos ainda não é amanhã.

Tuesday, February 14, 2006

Ideia gira

E o único livro que tenho aqui no escritório começa assim:
"Je suis en deuil. En deuil de mon mari vivant" (La première épouse, Françoise Chandernagor).
Nem de propósito, em dia de S. Valentim...

Porque será?

Porque será que nos concertos, nos intervalos dos andamentos, as pessoas têm tanta vontade de tossir?

Monday, February 13, 2006

NÃO!

Não, não pode ser!
Pelo sim, pelo não, vou já comprar o que ainda houver à venda na "Nova Primavera". Acho mesmo que darei a volta por tudo o que seja lojeca e estaminé português em Bruxelas para recolher os restos...
Entretanto, a dieta fica adiada pelo menos...10 anos.

Encontro marcado

Bem agasalhada, preparada para enfrentar o frio, saiu de casa.
Tinha cerca de 10 minutos para chegar ao café. Daí a 10 minutos estaria em terreno conhecido, com gente conhecida, falando de coisas conhecidas.
Sobretudo, daí a 10 minutos, deixaria de estar sozinha consigo, desconhecida!

Sunday, February 12, 2006

Neva em Bruxelas

Admito, não tem o poder do "Neva em Lisboa" que intitulou certos posts há duas semanas, mas é verdade, neva em Bruxelas.
Uma das coisas boas da neve, quando ela pega, claro, quando deixa o mundo branco e as pessoas salpicadas de açucar, é o silêncio que se instala. Um silêncio de paz, de beleza, um silêncio com um ritmo de flocos deslizando lentamente do céu para a terra.
São cristais que flutuam quase imaterialmente e fico sempre muito espantada quando verifico que molham. Molham irrealmente! Levemente!
E depois da beleza do "Unfinished life", em que os olhos se perdem em deslumbrantes paisagens, depois da beleza cintilante da neve, a realidade de uma casa ainda por arrumar neste segundo dia do primeiro fim-de-semana do resto da minha vida...
Mas estou a começar!*
Será que o sofá fica bem aqui?

Primeiro dia

Neste primeiro dia do primeiro fim-se-semana do resto da minha vida, gastei dinheiro (comprei roupa da nova estação Primavera-Verão, imaginem a excentricidade), almocei com amigos, comi gelado, passei um par de horas com outra amiga num café e fui a um concerto.
Arrumações, nicles, limpezas nada de nada!
Nos breves segundos em que me deu a vontade sentei-me e rapidamente passou...
Uhm, pergunto-me se terá sido a melhor maneira de passar o primeiro dia do primeiro fim-de-semana do resto da minha vida?

Saturday, February 11, 2006

Sons da lusofonia

Bruxelas, sexta e sábado, aqueceu, encantou-se e dançou ao som de Mayra Andradre, Teófilo Chantre e Bonga.
Por esta ordem e em crescendo de ritmo.
Sábado, com Bonga, até as cadeiras foram dispensadas: era impossível permanecer sentado. O corpo agitava-se ao compasso da música, a alma ficava mais leve e os sorrisos abriam-se em rostos multicoloridos.
Havia angolanos (sim!), portugueses (sim!), caboverdeanos (sim!), belgas (sim), em respostas ruidosas (siiiim!) às perguntas de Bonga.
Vamos cantar, vamos dançar...
E dizia, na Europa já não sabem dar beijos. Chegam assim a cara, quase, quase não toca, beijo é assim chuak, chuuuack.
Chuak para vocês também!

Friday, February 10, 2006

Estou que nem posso!

Se há coisa que me põe fora de mim são as pessoas que assumem compromissos e que não os cumprem!
Sobretudo quando nem sequer ficam preocupadas com isso.
Que o façam com as dietas que querem começar e que nunca começam, é lá com elas. Que o façam com os projectos pessoais que nunca executam, é lá com elas.
Agora, que me ocupem a agenda para a desocupar no último minuto ou para transformar o evento numa charada sem sentido só porque não cumpriram a parte delas, não. Confesso, não acho piada!
É que este mundo em que vivo está feito assim: pelos menos 8 horas no trabalho e 7 horas a dormir.
Não interessa discutir se o mundo está bem ou mal feito; é perfeitamente secundário neste momento.
É assim que está, dividido em anos, meses, semanas, dias e 24 horas por dia.
Reparem bem, 24 horas por dia.
Agora acompanhem-me nestas contas breves (desculpem a lentidão mas sou péssima em números). 8+7=15. Certo? Continuemos, 24-15=9. Ora bem, quando tempo por dia perdemos em higiene (incluindo vestir e despir), deslocações e refeições? 3 horas? 4 horas? Contemos 3 porque eu sou uma mocinha despachada. Já só temos 6 horas para viver. Agora, pensemos em ginástica, livros, cinema, concertos, compras. E só estou a falar de coisas que se fazem com regularidade!
Digam-me, por amor de Deus, se tenho tempo para perder com a gestão da agenda, tipo, olha, afinal este fim-de-semana não vai dar porque, eh, eh, eh, sabes, não tive tempo para me preparar. Pode ficar para o próximo?
E ainda riem, com aquele ar de olha sou muito ligeira e fiquei a ver um programa na televisão e depois fulano ou sicrana telefonou e fiquei horas na conversa e sabes como estas coisas são?!

Ora aí está! Não sei. Não sei e não quero aprender.
Comigo as coisas são diferentes.
Sei lá!

O futuro a Deus pertence

E não quero com este título entrar em nenhuma polémica mais ou menos actual mas apenas resignar-me ao facto de que, não obstante toda a planificação possível, a vida nos trocar as voltas e ai de nós se não conseguimos dançar ao ritmo da música.
Este fim-de-semana darei mais um passo importante numa nova direcção. Não optei por ela, mas mais não posso fazer do que aceitar percorrer um novo caminho.
Admito que me revoltei contra esta tirania de me obrigarem a andar por veredas que não escolhi. Pensei até em sentar-me no chão. Em recusar prosseguir.
Explicaram-me que não era uma ideia muito brilhante!
Percebi.
E embora ainda me custe aceitar, esta é agora a nova estrada da minha vida.
Não sei para onde vou. Não sei que forças ocultas me empurraram para aqui.
Sei que vou com coragem e com os melhores sapatos que tenho para percorrer o primeiro fim-de-semana do resto da minha vida!

Thursday, February 09, 2006

Obrigada

Leio muitos blogues. Comento igualmente em vários blogues. Todos os blogues que leio são interessante (caso contrário não os leria, como é óbvio).
Hoje gostaria de agradecer ao Marco pelo seu blogue.
Porque é muito informativo mas, acima de tudo, porque é sempre (e sem excepção) uma voz de tolerância e de abertura às ideias dos outros nomeadamente na área religiosa onde, sabemos, é por vezes muito difícil não resvalar para fundamentalismos e opiniões apressadas.
Marco, não tenho a tua religião, que aliás só conheci por teu intermédio, mas tento acompanhar-te na tua tolerância e na tua abertura aos outros.
Obrigada pelo que publicas.

Atenção

Vários blogues têm feito eco de uma história horrível.
Ora parece que a referida história não é bem como se conta.
Não sei onde está a verdade mas acho que se deveria andar com cautela neste caso.

Sem musa

Cinzento, cinzento, cinzento!
Chuva, chuva, chuva!
(Olhando pela janela: neva neste preciso momento!)
E a minha veia poética, a única que poderia fazer qualquer coisa com estas palavras, está ensonada, enroscada no cantinho da alma.
Nada a fazer!
Este é, hoje, o post possível.

Não quero nem saber!

Não me falem em OPAs, nem em cartoons, nem em licenciosidade, nem em nada!
Hoje a noite foi de festa, no meio de gente gira, comida, bebida e dança.
Amanhã, isto é, daqui a umas horas, voltarei mais normal, mais cinzenta e claramente com menos glamour.

Tuesday, February 07, 2006

Foi por pouco!

Percebo que um blogue que se pretende sério tenha que abordar temas de actualidade. E apesar de o mundo ainda discutir (guerrear, queimar, etc) a questão de uns cartoons publicados em Setembro (disseram Setembro? O de 2005?), Portugal avançou para a OPA da PT.
Tem os ingredientes todos para ter sucesso: dinheiro, muitas siglas e empresas estrangeiras (Se fosse nos EUA teria também que ter sexo, mas pela Pátria já gastamos esse tema com o livro do José Rodrigues dos Santos).
Fui portanto ver o telejornal da RTPi para poder dissertar sobre o assunto com conhecimento de causa.
Admito esta minha fraqueza mas sou incapaz de ver o telejornal! O máximo que consigo é ouvir o telejornal…
Estava portanto a ouvir o telejornal e a fazer uma data de outras coisas ao mesmo tempo (toda a gente sabe que as mulheres são fantásticas nisso) e, eis senão quando, ouço um perito explicar a complexidade da situação, a qual podia ir em determinada direcção se a Telefonica não se opor...
Como foi que disse?
E como me quedei com o cérebro bloqueado a gritar “opuser estúpido” fiquei sem saber o resto da história e perdi a oportunidade de escrever um post sério que faria de mim uma referência na blogoesfera política.
Oh!

Conhecido

O cantor é Yannis Kotsiras.
A compositora Evi Reboutsika.
O conselho amigo: vai até à livraria grega aqui em Bruxelas porque lá encontras CD deles*.
Obrigada Aristote.
*Programa para o fim-de-semana

Desconhecido

Noutro tempo e noutro país ouvi, em casa de um amigo grego, um CD que achei lindo.
Simpático, ele ofereceu-me um exemplar.
Ontem redescobri-o.
É de facto espectacular.
Só não vos posso dizer quem é (nem sequer pensar em comprar mais na Amazon) porque está tudo em grego...
Vou pedir a um colega grego que me ajude. Se conseguir saber alguma coisa voltarei com letras latinas para vos informar.

Monday, February 06, 2006

Diálogo

- Dói-me a cabeça.
- Bom sinal! Sinal de que a tens.

Sunday, February 05, 2006

É tão giro montar móveis!

Abrir as caixas.
Tirar as peças todas.
Abrir as instruções.
Contar as peças todas para ver se não falta nada (de acordo com o indicado nas instruções).
Verificar ferramentas.
Concentrar! Concentrar!
Olhar concentradamente das peças para as instrucões e vice-versa.
Ousar!
Apertar os primeiros parafusos e verificar que fica parecido com o desenho que está nas instrucões.
Por via das dúvidas, virar as instruções em todos os sentidos.
Ousar continuar.
Pegar na peça gigantesca e olhar para ela sem medo.
Agarrar nela com cuidado para não partir a peça e tudo o que a rodeia.
Tentar acertar os buraquinhos da peça grande nos parafusos entretanto postos na peça pequena.
Começar com os músculos a tremer porque a peça grande é mesmo muito pesada.
Pousar a peça, limpar o suor, verificar nas instruções que é mesmo naqueles buraquinhos que devem entrar os parafusos.
Recomeçar.
Pegar na peça grande, de novo.
Tentar o encaixe.
....
Levar com a peça grande nos pés e de raspão nas mãos que tentaram impedir que ela se partisse.
Abandonar a brincadeira e telefonar a amigos para ajudar.
....
Entretanto insultar mentalmente o dono do Ikea e todos os que lá trabalham.

Saturday, February 04, 2006

Manias

Tenho um leitor de CD temperamental. Toca quando lhe apetece, pára de tocar quando lhe dá nas ganas*.
Além do mais é torcido. Fica à espera que eu suba para a mezzanine e me sente ao computador para parar de funcionar.
Desço, aproximo-me e ele recomeça!
Já me fez isto três vezes numa hora!
Será que ele tem medo de mim?
O meu leitor de CD é um medricas!

*Bom, um expert na matéria acha que é chegado o tempo de o substituir…
Será?

Friday, February 03, 2006

Nisto acreditamos

Declaração Universal dos Direitos do Homem
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia
http://www.cijdelors.pt/Newsletters/Direitos/Chartept.pdf

E mais nada

Our liberty depends on the freedom of the press, and that cannot be limited without being lost.

Thomas Jefferson

Passa a outro e não ao mesmo!

Cinco manias! Cinco manias? Metes-me em cada uma Madalena… Mas lá pode a sobrinha de Bruxelas recusar alguma coisa à tia do Montijo?!

Então aí vai, assim, sem pensar muito, que o cérebro ainda não aqueceu (o frio reinante também não ajuda, admita-se).
Ø Não gosto de dormir! Acho uma pura perda de tempo.
Ø Não resisto a gelados! E até que me esforço…
Ø Tenho a mania que sou forte e que aguento tudo! E lá vou conseguindo aguentar a minha barca, mesmo em águas movimentadas.
Ø Sou cansativa! Pois se há tanto mundo para descobrir e coisas para aprender. Venha quem quiser mas rapidinho.
Ø Adoro estar com os outros e adoro estar sozinha! E nem sempre é fácil de gerir, esta contradição.

E agora cinco vítimas. Sem dúvida a Ti, porque é a minha primita mailinda. A Carlota para fazer uma coisa na blogoesfera que ainda não fez (estas correntes de vez em quando aparecem). A Brígida Jonas porque sempre quero ver que manias pode ela ter em Alguidares. A Formiga Rabiga, porque sim, porque é fantástica e porque a blogoesfera com ela a meio vapor não tem tanta piada. O Periférico para dar voz à periferia que tem, concerteza, manias próprias.

Thursday, February 02, 2006

Ver-se ao espelho

Estão a ver aquele de uma forma geral? É comigo!
É que sou portuguesa, mas cumpro horários, sou pontual, logo...sou parva.
Que coisa triste para se saber logo pela manhã!
Sabem que mais? Vou, parvamente, tomar café.

Wednesday, February 01, 2006

Para quem escrevemos ?

Neste mundo da blogoesfera há quem escreva de e sobre tudo, de todas as maneiras.
Há portanto textos que interessam, e outros que não, textos bem escritos e outros que nem por isso, textos que comentamos, lá na caixa de comentários ou entre amigos por e-mail e telefone.
Certos textos são puros exercícios de imaginação, outros são verdadeiros gritos de alma, outros são sérias análises políticas ou literárias. Há poesia, fotos e trabalhos manuais. Há música.

Mas há, qualquer que seja o formato preferido, o desejo de intercâmbio, de escrever para alguém (conhecidos ou desconhecidos), esse mundo que esta aí na Internet, real e irreal, que atrai e nos assusta ao mesmo tempo.

Imaginando-me Carrie (do Sex and the City) no meu laptop perguntaria: “Afinal, escrevemos para nós ou para os outros?”

Se eu escrevesse para mim, fá-lo-ia, decerto, em papel, usando uma boa caneta de tinta permanente (haverá melhor maneira de escrever?). Ou então, em bloquinhos de capa preta, onde por vezes rabisco pensamentos e lembranças. Ou mesmo em pequenos “post it”: livros para comprar, coisas para fazer, ideias que surgem.
No blogue, para o bem ou para o mal, escrevo para os outros. Melhor, escrevo sabendo que outros me vão ler. Eles condicionam-me, obrigam-me a regras, impõem-me limites.
E é claro que me dá prazer receber comentários, reconhecimento de que há por aí pessoas que gostam do que escrevo, da forma como o faço. Se assim não fosse, retiraria a caixa de comentários!

E continuarei assim, a escrever de mim, para os outros, até que me canse ou até que o feedback deixe de ser positivo.