Friday, March 30, 2007

Ontem

Ontem passei de carro por uma simpática e calma rua de Bruxelas que estava ladeada por pequenas árvores, repletas de flores brancas.
É com estes pormenores que a natureza vai mostrando que a Primavera está aí.
Desejo-vos um excelente fim-de-semana.

Thursday, March 29, 2007

Dedos

Hoje apetece-me deixar os dedos deslizar sobre as teclas, deixá-los falar sozinhos, com ligação directa à alma.
Escrever sobre tudo e nada, sobre o que achamos importante e sobre o que desprezamos, sobre o que vivemos e sobre o que sonhamos.
Apetece-me dar vida aos dedos e recostar-me na cadeira para ver onde os leva a habilidade.
E aproveitar o momento para, saboreando um café, olhar pela janela e gozar este amarelo claro que inunda Bruxelas, um amarelo frio mas repleto de esperança.
Mas os dedos estão demasiado colados a mim para se libertarem em palavras inesperadas.
Ou serei eu incapaz de os deixar agarrar as teclas sem que eu saiba o que vão dizer?
Talvez seja medo....

Tuesday, March 27, 2007

Post um pouco menos verde e rubro

Não vi!
Não acompanhei o concuros "Grandes Portugueses" a não ser por relatos de terceiros.

Sei que se tratou de um concurso e que não se lhe deve dar mais importância do que aquela que os concursos normalmente nos merecem: pouca, ou mesmo nenhuma!

Ainda assim, estou a tentar digerir a informação de que, mesmo que fosse a brincar, os meus compatriotas acharam por bem considerar que os dois maiores portugueses foram Salazar e Cunhal.

Os dois maiores de um país com uma história longa de 8 séculos, de um país que deu novos mundo ao mundo.

Encolher os ombros e pensar que triste país é o nosso! E talvez sorrir amarguradamente.

Monday, March 26, 2007

Post verde e rubro, azul e amarelo

Eu sou uma europeia!

E digo isto sem o tom provocatório de JF Kennedy quando anunciou que era Berliner!
Também o digo sem o ar triunfalista de quem se julga ao abrigo dos males do mundo.
Digo-o sem o ar envergonhado de quem sabe ser a União Europeia desconhecida e incompreendida.
Digo-o ainda sem o ar altaneiro de quem acha que sabe do que está a falar.
Digo-o, sempre, reconhecendo que muito há ainda a fazer e que outro tanto há a corrigir.
Mas acima de tudo digo em tom de agradecimento.

Agradecimento a quem fez tudo o que foi necessário para que, há 50 anos, se assinasse o Tratado de Roma.

Agradecimento a quem, ao longo de 50 anos, criou esta Europa onde vivo.

Em paz.
Em democracia.
Em respeito pelos direitos fundamentais do ser humano.
Em multiculturalidade.
Em prosperidade económica.

Num espaço onde posso circular livremente, procurar trabalho onde me interessar, estudar onde quiser, comprar sem restrições alfandegárias, usar uma só moeda (quase-quase!).

Sobretudo, numa Europa que me acrescentou a dimensão continental e que, com isso, me reforçou os laços de lusitanidade com o mundo.

Onde sou mais portuguesa porque conheço mais e melhor os outros povos que, no dia a dia, comigo constroem a Europa.

Numa Europa em que me reconheço verde e rubra, azul e amarela.

Friday, March 23, 2007

Optimismo

Há 50 anos, meia dúzia de países assinaram o Tratado de Roma.

Voltarei a este assunto com mais calma, porque é importante. Eu, pelo menos, acho que é.

Hoje, só quero comentar que, com o mesmo idealismo com que, há 50 anos, 6 países europeus assinaram um Tratado que iria mudar o rumo da Europa, Bruxelas organiza, este fim-de-semana, uma panóplia de espectáculos e outras comemorações, muitos deles ao ar livre.

Eu repito, ao ar livre!

Digam lá se querem prova mais cabal de optimismo?

Thursday, March 22, 2007

Chegou!

Como prometido, cumpre-me dizer-vos que recebi, directamente da Índia, o livro de Maria Aurora Couto, "A daughter's story".

Conta-nos a história de Goa tal como a autora a viveu, tal como a autora a vive.

A ver se ponho em ordem os meus esparsos conhecimentos sobre este território onde estivemos até que, em 1961, as tropas indianas começaram o princípio do fim do Império.

Mas isto não se aprendia na escola: o Estado Português da Índia era nosso, assim me disseram! Ocupado, roubado (assim me disseram) mas nosso.

Depois aprendi que não era bem assim, mas aprendi pouco porque a Índia portuguesa ficou envolta em mistério e surpresa, talvez até em vergonha pela rápida rendição.

Nada disto me interessa. Por ali passámos, por ali deixámos a marca lusa, como em tantas outras paragens, e é disso que ando à procura. Porque acredito que a nossa identidade também é feita destes longíquos destinos por onde navegámos.

A palavra agora a Maria Aurora Couto que viveu o outro lado da história, do lado goês.

Wednesday, March 21, 2007

É que não posso (12)

Sabem aquelas pessoas que acham que o mundo, antes delas, vivia nas trevas mais profundas e que a chegada delas trouxe a luz?

Sabem?

Que antes delas era o caos e que a missão delas é trazer a ordem aos pobres caóticos que cá andavam!

Que tudo estava mal feito e que agora, por via delas, as coisas podem, enfim, atingir a excelência!

E não haver assim um pequenino míssil de bolso que desintegre no momento esses salvadores da humanidade...

Monday, March 19, 2007

D'Arte

Dizem que um dos problemas dos portugueses é a organização!

Pois eu acho que maior do que esse é a participação…

Os portugueses são, vezes demais, comodistas, preguiçosos, pantufeiros indispostos a calçar os sapatos para fazer algo de diferente.

Tomei consciência deste fenómeno na minha emigrante vida pelo Luxemburgo e pela Bélgica.

As associações portuguesas são normalmente pequenas, conflituosas e sem imaginação no que ao assunto aglutinador diz respeito: se não é o futebol, é o bacalhau! Ou as saudades, esse sentimento negro e arrebatador que junta os portugueses numa qualquer tasca em redor da sardinha assada e do vinho tinto.

Os demais projectos, nomeadamente os de ordem cultural, que querem levar a portugalidade aos outros, quando saem do projecto, respiram com dificuldade e morrem prematuramente com doenças económicas.

Porque os portugueses não vão, não levam os amigos…
Não reagem! (A menos que seja para dizer mal, que nisso a língua desata-se e o sangue corre mais depressa nas veias).

D'Arte!

Nasceu na Bélgica, da carolice de gente de bem e de génio, para juntar talentos e divulgar culturas. Para promover a criação artística, para dialogar culturalmente juntando a música com a poesia e com o teatro e com o que a imaginação nos proporcionar. É lusa, é hispana, é latino-americana. Fala em português e em espanhol. Permite dar e receber, numa partilha que só enriquece, feita de espectáculos e de encontros.

A associação D'Arte surgiu de sonhos, pela mão de sonhadores com genica. Mas não respira sem todos, não respira sozinha. Nem esta, nem nenhuma outra associação.

Eu estou aqui, agradecida à gente d'arte que concebeu a D'Arte, para alimentar a minha alma lusa, para me aquecer quando o frio estrangeiro me gela o coração, para me fazer sonhar quando cruza as minhas fronteiras do fado e dá as mãos a outros ritmos.

Era bom que a D'Arte sobrevivesse! Talvez os hispanos e os latino-americanos tenham a energia vital que os nossos lusos esgotam nas pantufas em frente da televisão…

Oxalá!

Sunday, March 18, 2007

Neve?!

Estão a prever neve!
Eu repito, caso não tenham percebido, estão a prever neve!
Neve?
....
NEVE?!?!
...
Não pode ser!

Friday, March 16, 2007

O meu Moleskine e eu (9)

Mesmo que não se queira, não é possível ignorar por completo as eleições francesas!

Dando a mão à palmatória, resolvi então levar a coisa a sério, até para não morrer estúpida.

Tirando que não suporto, mas é que não suporto mesmo, o odioso Jean-Marie Le Pen (o Chirac será mauzinho, mas depois de ouvir o Le Pen uma pessoa até acha o actual presidente adorável!), fiquei com a sensação que os três principais candidatos caíram do céu aos trambolhões e que ficaram absolutamente indignados com aquilo que viram!

Prometem mudar tudo. Prometem corrigir tudo. Prometem devolver à França a sua grandiosidade.

Como se não tivessem, nem nunca tivessem tido, responsabilidades políticas.

Como se não pertencessem a partidos políticos existentes que estão ou estiveram no governo.

Que estranho!

Os candidatos à presidência francesa serão todos imaculados anjos salvadores, dotados de poderes mágicos e de carácter justiceiro?

Muito gosta aquele país de mosqueteiros...

Thursday, March 15, 2007

Estratégias

E porque será que certas pessoas acham que a melhor defesa é o ataque?

Wednesday, March 14, 2007

Quem quer continuar?

Não, não é isso!
É difícil falar com quer não quer compreender.
Com quem discute a veracidade dos factos como se fossem argumentos que se podem esgrimir, distorcer, adaptar.
Acredite que aquilo que lhe digo é voz corrente; não sou só eu que o penso! Nem sequer exagero.
Limito-me a repetir o que ouço.
Creia que o digo com pena. Não me agrada ouvir este tipo de coisas relativamente a alguém que prezo. Por isso lho repito, aliás.
E tão pouco lhe proponho uma conduta de acção. Faça o que quiser com os factos que lhe transmiti.
Repare que até pode não fazer nada. Deixar tudo como está e prosseguir esta rota infernal de colisão com todos. Olhe, é a história do livre arbítrio. É a sua liberdade de fazer o bem e de fazer o mal.
Sim, estou a exagerar, eu sei, são palavras pesadas, estas, o bem e o mal, mas era só para lhe dar a ideia da sua própria liberdade relativamente ao que lhe conto.

Globalização

Os altero-mundialistas (será que isto se diz assim em português!?) que me perdoem, mas há coisas na globalização que são fantásticas.

Como entrar, via o écrã à minha frente, numa livraria de livros indianos.

Vem um a caminho. Um livro de uma escritora goesa! Assim que ele chegar conto-vos mais coisas.

Tuesday, March 13, 2007

Conversa de café

A vida é um longo novelo de lã.

O problema é que não sei tricotar.

Monday, March 12, 2007

Sensação II

Repetiu vezes sem conta as palavras.

Ensaiou o discurso, antecipou o diálogo, protegeu os argumentos.

Estudou o terreno, perspectivando todas as saídas, todos os caminhos por onde as palavras pudessem passar, todos os sentidos de que se pudessem colorir.

Sublinhou as passagens mais importantes, que jurou repetir, para lhes dar o peso que a volatilidade das palavras compromete.

Sentiu a coragem a escorrer, como areia entre os dedos, à medida que se aproximava o momento.

E as palavras saíram sem alma. Como as bolas de sabão com efémeros arcos-íris.

No final, pesou-lhe a solidão de um passo dado cedo demais.

Sensação I

Sentiu um toque, ligeiro, escondendo uma carícia atrás de um gesto despreocupado.

Divertido, acrescentou uma piada que fez rir os presentes e que os distraiu daquela aproximação, tomada por casual.

O copo de vinho que muito naturalmente segurava ajudou a retirar peso à mão que por momentos breves descansou no ombro, deslizou no braço.

Com um sorriso afável levou o calor da sua mão pelo caminho das emoções, para alimentar sonhos.

Tem que haver uma explicação científica!

Hoje, que está um sol radioso, estou animada, bem-disposta, sorridente até.

Sonho em ir até lá fora e esticar-me ao sol.

Eu acho que fui lagarto noutra qualquer encarnação!

Sunday, March 11, 2007

Pergunta a mim mesma

Passei parte do meu dia com Primo Levi.

"Si c'est un homme"
obrigou-me a mais um momento de reflexão, desses que nos conduzem a secretos recantos de nós mesmos. Que nos obrigam a pausas de sinceridade e a duvidar de toda a força de que pensamos ser feitos.

Para além da estafada pergunta "como foi possível?" a mim perturba-se outra, mais pessoal, "que teria eu feito?"

Embora me custe admitir, não vejo em mim estofo de herói, carácter de resistente, matéria-prima de grandes obras.

Seria, decerto, mais fácil achar que sim, achar que a minha voz se elevaria contra a injustiça e a opressão, achar que os meus actos teriam o destemido sabor das grandes causas. Seria, sobretudo, muito fácil achar tudo isto de copo na mão, em diletante conversa com amigos, num ambiente aquecido, depois de um exagerado jantar de cataplana de bacalhau!

Seria fácil!

E dou graças a Deus por não ter que me confrontar, na realidade, com esta incomensurável facilidade.

Saturday, March 10, 2007

Há dias assim

Há momentos na vida em que parece que andamos totalmente fora de frequência: partimos aquilo em que tocamos, as ideias traduzem-se em resultados medíocres, os projectos iniciados emperram, os diálogos fazem-se com palavras mal escolhidas, os sentidos baralham-se!

Podemos preparar tudo com cuidado, alinhavar, rascunhar, testar, ainda assim, na hora H, um obstáculo inesperado, um sentimento que se cala, um gesto desastrado e chegamos onde não queremos, dizemos o que não pensamos, fazemos o que não devemos.

Por vezes, é até melhor não tentar corrigir. Porque "you never get a second chance to give a first impression".

Essa é que é essa!

Friday, March 09, 2007

Dia 9

O prometido é devido! Cá estou eu de volta.

Ora bem, no entretanto, fez sol, alinhavei umas dicas jurídicas para os não-juristas que me rodeiam e que, volta que não volta, me colocam umas questões giras, fiz compras que irei tentar transformar em algo que se coma (help!), fui até ao ginásio para castigar o corpo (e quiçá a alma porque também fiz umas asneiritas nessa área, admito), prossegui a leitura do livro do Coetzee que tenho, de momento, entre mãos, enfim, telefonemas, e-mails, gargalhadas e dúvidas partilhadas e alguns cafés.

Um dia que só não foi normal porque esteve sol (desculpem a repetição que não se deve à idade, desta vez não, mas à raridade do fenómeno).

E sim, também ouvi umas coisas sobre o dia de ontem mas como decidi que o tema era tabu, ficamos por aqui!

Hoje, de volta ao normal cinzento de Bruxelas, vou tentar viver este dia como habitualmente. Depois do café, um post e agora back to work com a coragem feita do final de semana que chega.

Wednesday, March 07, 2007

Bof!

Continua a chover (bah oui!), continua cinzento (c'est vrai), continua frio (encolher de ombros).

Logo, hoje não vou fazer post nenhum!

Amanhã é o dia internacional da mulher pelo que também não passarei por aqui. É que ouvir dislates masculinos sobre a existente igualdade (e quem disser o contrário, sobretudo se for mulher, só pode ter má vontade, má fé e ser histérica) e bitaites femininos género, eu cá nunca senti discriminação alguma, nem no supermercado, nem nada, e no resto do mundo, olha nem quero nem saber, enerva-me. Maça-me mesmo!

E como eu não gosto de me enervar, nem de me maçar, prefiro não visitar a blogoesfera no dia 8 de Março.

E só não digo que voltarei com o sol porque não me atrevo a provocar assim os anjos!

Então até dia 9 de Março.

Tuesday, March 06, 2007

Momento de desespero matinal

Não é possível que continue a chover?

Para bem perceber toda a perplexidade da autora ver este post!

Monday, March 05, 2007

Momento de dúvida

Como argumentar que o futuro é já amanhã, naqueles momentos em que o futuro parece que nunca vai chegar porque o presente se arrasta em dolorosa permanência e o passado se dissolveu em mágoas e dúvidas?

Momento Sex and the City

São as relações humanas complicadas por natureza ou somos nós que as complicamos?

Frase da noite

A última frase que a televisão me disse hoje, antes de a desligar, foi "some dreams are never meant to be fulfilled".

Tentei rebelar-me, mas tenho que admitir que a televisão, desta vez, teve razão!

E com isto, vou tentar dormir... sem pensar muito naqueles meus sonhos... whatever!

Sunday, March 04, 2007

Insensatez

No sábado tive a insensata ideia de propor "shopping therapy" para animar uma amiga desanimada.

Respondeu-me que não, que não estava numa de spring shopping com o mesmo clima de Christmas shopping.

De facto, que ideia a minha!

Thursday, March 01, 2007

Gare central III

Hirto, a mala na mão, mala pequena, preta, discreta, igual a tantas outras que, naquela manhã, como nas demais, cruzavam destinos, desenrolavam vivências.

Tirou uma nota do bolso e comprou o jornal. Enquanto enfiava o troco no bolso olhou enviesadamente os títulos, com o jornal suspenso na mão que transporta a mala.

Nem chegou a parar, em ensaio perfeito de ritual repetido com seriedade.

Um rápido vislumbrar do relógio confirmou a correcção do tempo e permitiu-lhe um café, engolido com as notícias com que preenchia aquela obrigatória imobilidade.

Como se estivesse atrasado, deixou as moedas em cima da mesa e dirigiu-se para o cais, em largas passadas.

Teve ainda tempo de folhear a secção de política nacional antes de o comboio chegar.

Gare central II

Pousou o saco, sem cuidado, em hábito tantas vezes repetido.

Encostou-lhe a perna como sempre fazia.

Depressa demais, consultou o quadro das partidas. Um dia o cais seria outro! Um dia. Por enquanto era o mesmo de sempre, monótona repetição que lhe dava segurança, que a tornava actriz numa peça de teatro que sabia sua.

Empurrou com o pé, sem cuidado, o saco, como o havia feito no fim-de-semana anterior. E no outro antes desse.

Abriu a carteira com impaciência. Pegou, decidida, no porta-moedas. Mexeu os pés em agitação de espera. Espreitou para o guichet apressando mentalmente os que estavam à sua frente.

Pediu ida e volta para … com o nervosismo da primeira vez.

Gare central I

Tinha um ar magoado como o daquelas pessoas que viveram muito. Não era um olhar duro, repleto de mágoas e de penas. Mas também não era um olhar translucidamente aguado, daqueles que revelam a idade e as ternuras.

Era magoado como um sorriso triste.

Olhava sem se prender.

Nem sequer olhava! Deslizava sobre o movimento que o rodeava, vagarosamente, magoadamente, procurando.

Não havia ansiedade na espera. Ou talvez fosse da pressa do mundo que o rodeava, nos passos corridos, nas vozes alteradas, nos anúncios pelos altifalantes, nas lágrimas e nas esperanças que o desconhecido permite.

Por ali, naquele canto onde se sentara, não passava o frenesim dos viajantes, não chegava desespero nem encanto, o futuro não atrevia a iluminar esse olhar distraidamente magoado.

E contudo, as mãos enrugadas e cansadas afagavam cheirosamente as delicadas pétalas brancas de uma flor de frangipani.

Quando a viu, repousou o olhar uns instantes, breves demais para que se reparasse, na flor e sorriu.