Thursday, May 31, 2007

Os errus hortográficos não intereçam

A menssagem é que é himportante, sobretudo a imterpertassão do texto qué para todos preceberem que a gente tá a tupar tudo.

Percebi ou não?

Wednesday, May 30, 2007

Deserto

Não digam nada ao ministro, mas, a bem dizer, o deserto é aqui!

Um deserto de ideias e de inspiração.

Ao menos não corro o risco de que alguém queira construir um aeroporto no meu blogue!

Tuesday, May 29, 2007

Boas-vindas

Fiquei sentida! Sensibilizada! De lágrima ao canto do olho até!

Para que eu me sentisse em casa, acolhida de braços abertos e de sorriso amplo, Bruxelas recebeu-me cinzenta e com chuva.

E depois digam que sou eu que tenho mau feitio!

Wednesday, May 16, 2007

Pausa

Vou andar por aí, sem tempo para vir até aqui!

Tuesday, May 15, 2007

Obrigada

Mão amiga trouxe até mim, emprestado, um livro de um escritor goês que há muito procurava: "In the womb of saudade" de Lambert Mascarenhas.

Com ilustrações de Mário Miranda, este livro conta-nos histórias da vida goesa.

É mais um passo para colmatar a minha ignorância sobre este pedaço do mundo onde cruzámos culturas e ajudámos a criar algo que não é português, não é indiano, é goês!

Obrigada S.

E ainda António Costa

Saiu do Parlamento Europeu para o governo, do governo propõe-se ir para a CML...

Terá ele bicho carpinteiro ou não haverá mais ninguém no PS?

Monday, May 14, 2007

Presidência da UE

Eu sei que soi dizer-se que ninguém é insubstituível!

De qualquer modo, tirar António Costa do governo a dois passos da presidência portuguesa da União Europeia, logo ele que teria um papel fundamental nessa presidência, parece-me preocupante.

Recomendação

"Suite française" de Irène Némirovsky.

Porque a Segunda Guerra Mundial foi ontem!

Friday, May 11, 2007

Câmara Municipal de Lisboa

Em jovem vibrei com a política!

Fiz parte de uma juventude partidária, agitei bandeiras, distribuí panfletos, organizei e participei em campanhas eleitorais, gritei em comícios, sofri derrotas eleitorais e brindei com as vitórias.

Fui membro de mesas de voto com a inocência juvenil de contribuir civicamente para a democracia portuguesa.

Depois houve um desastre, mortos e tudo mudou.

O empenho estava lá, mas o coração já não!

A saída para o estrangeiro acabou de matar o bicho. Continuei a participar em estruturas de emigração, por obrigação, porque me pediam, porque não sabia dizer não!

Até que aprendi. Disse não. Parei de pagar cotas.

Várias vezes procurei encontrar o entusiasmo de acreditar em alguém, de lutar por um projecto, por uma causa. De tornar a viver essa luta extenuante que é uma campanha eleitoral com a força de se querer uma vitória.

Tudo em vão!

Até agora.

E agora, tenho pena de viver a 2000 Km de distância. Porque desta vez ia lá! Em bancas de rua, caravanas com bandeiras ao vento, ti-shirts com slogans, em análises em gabinetes, esperas ansiosas por sondagens, acompanhamento atento dos demais candidatos, decisões de estratégia, apresentação de programas.

Desta vez ia lá! Não estivesse eu tão longe…

"Meme"

Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os "memes" podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

E isto vem a propósito de quê?

De um "meme" que recebi, em forma de desafio, mais um!, da parte de LB.

O meu "meme" é o Princípio de Peter:

"In a hierarchy every employee tends to rise to his level of incompetence."

E agora tenho que enviar um "meme" a seis pessoas, desafiando-as a criarem os seus próprios "memes" e a meterem mais seis blogues ao barulho!

E as minhas vítimas são:

Carlota
(julgavas que escapavas?)

Sinapse
(atirei o "meme" com uma fisga para atravessar o Oceano!)

Berra-boi
(não obstante o teu blogue já estar cheio de "memes" fotográficos!)

Caracolinha
(pode ser um "meme" lento.)

Mocho Falante
(porque o mocho é sábio!)

MCM
(onde andas tu?)

Thursday, May 10, 2007

O meu Moleskine e eu (11)

A Maria Papoila pediu-me que divulgasse o apelo pela Madeleine McCann. Como ela o fez.

Fá-lo-ei! Ao meu modo.

Porque se trata de uma criança que, como todas as crianças, merece ser feliz e crescer saudável e segura junto da família.

Mas também porque não quero deixar de comentar este provincianismo imbecil em que caímos, nós e os britânicos, nós por histórico e atávico complexo de inferioridade, eles por histórico e atávico complexo de superioridade.

O que faz com que nos desdobremos em actividade servil e quiçá inútil.

O que faz com que eles se desdobrem em declarações imbecis e igualmente inúteis.

A verdade é que uma criança é uma criança, qualquer que seja a sua nacionalidade.

Não merece, nem ela nem a família, que à volta do seu desaparecimento, se construam críticas e suposições, se analisem e contra-analisem métodos, se entreviste todo e qualquer gato-sapato com cara de perito, mormente se falar inglês.

Não sei que técnica usar em casos destes; não sou profissional. Para isso cá estão as polícias nacionais. Portuguesa ou inglesa tanto faz, até porque devem colaborar no contexto da União Europeia.

Só sei que o barulho à volta deste caso é um circo, com palhaços e domadores de feras a dar palpites …

Eu lembro-me da Joana, sem dúvida, mas também me lembro de Julie e Mélissa e de Holly e Jessica...

Se eu fosse...

O Agridoce lançou-me um desafio: teria que dizer o que seria, se fosse..

Ora aqui vai:

Se fosse uma hora do dia, seria ... matutina!

Se fosse um astro, seria... o Sol (mas alguém duvidava?).

Se fosse uma direcção, seria... Não creio que tenha percebido esta pergunta mas vou dizer que seria o Sul.

Se fosse um móvel, seria ... uma chaise longue.

Se fosse um líquido, seria... água.

Se fosse um pecado, seria ... gula (de gelado!).

Se fosse uma pedra, seria ... diamante (porque se há-de ser parco no desejar?).

Se fosse uma árvore, seria ... palmeira.

Se fosse uma fruta, seria ... cereja.

Se fosse uma flor, seria ... tulipa.

Se fosse um clima, seria ... tropical (claro!).

Se fosse um instrumento musical, seria ... acordeão.

Se fosse um elemento, seria ... ar.

Se fosse uma cor, seria ... azul.

Se fosse um animal, seria ...cavalo.

Se fosse um som, seria ...melodioso.

Se fosse música, seria ... suave.

Se fosse estilo musical, seria... fado.

Se fosse um sentimento, seria ... angústia.

Se fosse um livro, seria ... Mia Couto.

Se fosse uma comida, seria ... gelado.

Se fosse um lugar, seria ... praia.

Se fosse um gosto, seria ... doce.

Se fosse um cheiro, seria ... maresia.

Se fosse uma palavra, seria ... pensar.

Se fosse um verbo, seria ... escrever.

Se fosse um objecto, seria ... relógio.

Se fosse peça de roupa, seria ... camisa às riscas.

Se fosse parte do corpo, seria ... mão.

Se fosse expressão facial, seria ... sorriso.

Se fosse personagem de desenho animado, seria ... pica-pau.

Se fosse filme, seria ... Lawrence of Arabia.

Se fosse forma, seria ... triângulo.

Se fosse número, seria ... 13.

Se fosse estação, seria ... Verão.

Se fosse uma frase, seria ... "In a hierarchy every employee tends to rise to his level of incompetence." (Princípio de Peter).

Compete-me agora desafiar cinco blogo-amigos.

Ficam portanto solenemente desafiados:

Ti
(primita mailinda!)

Monday, May 07, 2007

O meu Moleskine e eu (10)

Há fronteiras que não se cruzam!
Nunca.
São limites para além dos quais não há mais retorno, não há salvação, não há perdão!
Nos contactos com os outros, essas fronteiras são as linhas por onde correm os afectos, a confiança, a certeza...
São linhas frágeis, delicadas, que exigem tratamento carinhoso, atencioso, permanente.
São do mais puro cristal, filigrana de ouro puro.
Partidas essas teias, por desatenção, raiva ou loucura, não há cola que as cole, nem linha que as cosa.
Fica uma enorme mágoa e, talvez, uma recordação dolorosamente boa.

Agradecimento

Desta vez foi a querida Chuinga que me distinguiu.

Fiquei um bocadinho vaidosa, admito.

Uma distinção da Chuinga, não é lá qualquer coisa...

Muito obrigada.

Aprender a ler

Em preparação para um pacato fim-de-semana, escolhem-se livros para ler ao sol.

Trouxe um livro de cozinha para ler, diz uma amiga.

???

Os livros de cozinha lêem-se, assim, ao sol, como se fossem romances?

Sunday, May 06, 2007

Dia da mãe

Beijos

Thursday, May 03, 2007

Há sempre um tempo

Dorme de barriga para baixo, a cabeça pousada nos braços cruzados, uma perna ligeiramente dobrada. Como um anjo. É um anjo. Exposto na prateleira, ao lado de outros anjos, uma das várias colecções que aqui estão.

Não sabe por que se prendeu neste anjo branco, em sono repousado. Talvez o ar de calma celestial o alivie, fugindo destas palavras que ouve mas que não quer ouvir.

Sorri. Compreensivo.

É mais uma história de gente apressada que perdeu o hábito de esperar. Que se habituou a misturar as estações do ano e a ter cerejas todo o tempo.

Mas as cerejas são para ser desejadas, são para dar o sinal de uma nova etapa da natureza, são para ser doces e breves, assim justificando excessos. É preciso não ter cerejas para que elas se possam assim desejar.

No fundo, não são as cerejas que sonhamos, mas o desejo de as poder sonhar. Um dia elas estarão no expositor da loja, apetecíveis, as primeiras cerejas da época, numa urgência de as ter, de as saborear.

Ter cerejas a todo o tempo é desiludir esse sonho, assim tornado realidade banal, assim se desinteressando.

Mas as pessoas na sua frente não querem saber que a vida é feita de épocas sem cerejas, mas em que elas se desejam, se idealizam, em tons de vermelho-cereja, em sabores arredondadamente doces, sobrando o pé verde e o caroço chupado.

Tornou a sorrir.

Para tentar dar ânimo.

Olhou para o anjo e pensou que ainda não era tempo das cerejas.

Sego/Sarko

Que felicidade não ser francesa e não ter que votar no próximo domingo!

Wednesday, May 02, 2007

Feirar...

Aproveitei o bom tempo que ontem brindou Bruxelas, como o tem feito nas últimas semanas aliás, para ir deambular por mais uma feira da ladra.

Adoro!

Adoro bisbilhotar as coisas velhas de que as pessoas se desembaraçam, adoro imaginar uma nova vida para objectos que passaram a ser inúteis para os seus donos.

Ao mesmo tempo fascina-me ver as coisas que as pessoas compram, coisas para as quais eu não teria qualquer préstimo, mas que certamente correspondem a longas e precisas procuras.

Ontem vim para casa com mais uns objectos de decoração e com um livro brasileiro. Abandonado no meio de outros livros, o único em língua portuguesa, o dono pediu 1 €. Por um 1 € era irrecusável.

Logo vos direi se valeu a pena!

Tuesday, May 01, 2007

Mais uma

Mais uma amiga que deixa Bruxelas.

E, apesar de ser mais uma, isto é, não obstante ter havido outras antes, uma pessoa não se habitua.

Não se habitua a dizer adeus, não se habitua ao lugar vazio no cinema ou à mesa do café, não se habitua à falta de telefonemas para se porem em dia as pequenas histórias de conhecidos e amigos.

Ficam as promessas de reencontros, aqui ou lá.