Friday, August 03, 2007

Chegou a minha vez

De deixar este cinzento e ir procurar o sol noutras paragens.
Para grandes males, grandes remédios: se o sol não vem até nós, vamos nós até ele.
Um dia volto, porque lá terá que ser.

Thursday, August 02, 2007

Talvez um dia

Se pudesse parava o tempo, agora.

Olhava em redor para gravar na memória esse momento, o sol encoberto que ainda assim aquecia, a salada que se declinava em várias cores, as bolhas que cadenciadamente se libertavam da água.

Observava as mãos que sublinhavam em gestos o discurso pausado, reflectido, que se perdiam em repouso nos talheres, que envolviam o copo suavemente.

E sorria para si sabendo que esse olhar era só seu, feito de imaginação, de delírio mesmo, perdendo-se nessas mãos que acariciava assim, sem sequer lhes tocar, sem alterar o ritmo da conversa.

Desenhava em silêncio cada traço do seu rosto, o cabelo cortado rente, a barba por fazer, uns olhos profundos que não revelavam a alma, antes uma pacífica aceitação do que é, uma resolução determinada do caminho que se quer seguir.

E ouvia a voz grave, melódica, e seguia o discurso perfeito, o raciocínio fundado, as conclusões lógicas.

Não, não podia concordar, contrapunha. E entretanto, enquanto refutava argumentos, passava suavemente as mãos da alma pelas suas e deixava os dedos repousar no relógio prateado para lhe prender a atenção.

Mas não conseguiu. Não conseguiu parar o tempo.

Outra vez não!

O cinzento está de volta!
Mais, où est donc passé le soleil?
Que maçada!
E logo hoje que tinha um almoço combinado numa espalanada...

Wednesday, August 01, 2007

Conselho

Por vezes chegam assim, por e-mail, umas palavras que nos tilitam no ouvido, que nos fazem pensar na justeza das nossas acções.
Recentemente, uma amiga disse-me que eu deveria "usar a cabeça quando é preciso, o instinto sempre e o coração às vezes".
Soa-me a sensato. E a vocês?

Consequências do Verão

Um gelado é como um beijo.
Irrecusável!

Verão

Resolveu dar um pulo até aqui! Por enquanto sem grandes exageros de temperaturas. Mas com sol.
Não se pode ter tudo, não é?