Monday, November 03, 2008

Dia da bruxas

A globalização tem destas coisas, três bruxas que se passeavam pelas ruas de Bruxelas perante o ar desligado dos demais transeuntes a arejarem, noite entrada, num intervalo na chuva que caiu todo o santo dia de sábado.

Estranheza. Aqui, só o esforço comercial enche as montras de laranja e preto, abóboras de plástico, com olhos vampirescos e sorriso recortado de dentes, já com sítio para pôr a vela, que nunca vi em casa alguma de amigos ou conhecidos. Mesmo quando num esforço de festejar qualquer data, nos tempos idos mais jovens em que se festeja tudo e mais alguma coisa, nunca vi abóboras a sorrirem dantescamente, nem bruxas a perpassarem pelas janelas, nem aterradores mascarados a baterem a portas.

Insistem as lojas. E como água mole em pedra dura tanto dá até que fura, lá iam as três transportando para a capital europeia cenas de filme americano.

Serão mais para o ano, sem dúvida, porque o Natal não basta para vender e fazer comprar.

Tenho é pena que este aumento das bruxas apague das memórias o S. Martinho, menos vistoso decerto, apagadas que estão as fogueiras por desuso e protecção contra perigos reais e imaginados, não vá uma pessoa deixar-se ficar a olhar o fogo, enfeitiçada, enquanto come castanhas assadas ao ritmo de as descascar e de as empurrar com jeropiga doce.

1 Flocos de neve

Blogger marilia atirou uma bola de neve ...

Aqui nesta terra de fogo, onde possivelmente nenhuma bruxa terá pisado, também foram comemoradas.

Devem estar cabisbaixas todas as entidades monstruosas habitantes do rio e dos sertões dessas bandas, que não têm um dia só para si e ainda se vêem com a concorrência dos monstros estrangeiros...


;)

6:01 pm  

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