Friday, February 29, 2008

Aniversário

Foi ontem.
Três anos de blogoesfera.
Como o tempo passa!

Thursday, February 28, 2008

Conto a conto (3)

Saiu de casa já apressado.
Atrasara-se a ouvir rádio e agora esperava não perder o autocarro.
Sentia-se, se súbito, posto à margem, cansado do peso da vida que até hoje não sentira. Pensava no que ouvira, sem perceber se era notícia, se era publicidade, sobre a idade média dos empregados de uma empresa, todos muito novos, e das consequências de tal juventude: alegria, disseram, alegria e informalidade.
Achou que deveria ser triste e formal. Para condizer com a sua própria idade.
Sem dar por isso, levou a mão ao nó da gravata, alisou o cabelo para evitar rebeldias e sacudiu o pó inexistente da pasta.
Tentou controlar a respiração acelerada pelo rápido caminhar até à paragem do autocarro e perguntou, polidamente, a uma senhora de idade se o 54 já tinha passado.
Que não sorriu ela, de sorriso demasiado fresco para a hora matinal e, porque não dizê-lo, para a idade que teria, mais adequada à tristeza.
Esteve para lhe dizer. Talvez a senhora não tivesse ouvido a rádio de manhã.
Mas foi a senhora que lhe disse, com o mesmo sorriso, "páre de pensar em parvoíces" e lhe piscou o olho quando ele se surpreendeu.
Os jovens têm a alegria própria dos que nada sabem. Eu tenho a alegria feita da minha história, feita das guerras e das deslocações, feita dos amigos que perdi e dos amores que afastei, feita dos erros que cometi e dos caminhos sinuosos por onde andei.

Wednesday, February 27, 2008

Conto a conto (2)

Não é mais do que um momento, disse ele, um só momento.
No fundo tu não escreves, tu fotografas com palavras. Não são histórias, são retratos.
E isso é mau, perguntou ela em jeito de defesa.
Houve um gesto de impaciência. Um levantar de braços. Um sorriso.
Mau? Disse por fim. Não, não estou a colocar a questão nesses termos. Se o que queres é ser fotógrafa com palavras, tudo bem, mas isso não é escrever histórias. É tudo.
Uma história tem um enredo, uma trama, um princípio, um meio, um fim.
Sei lá.
E se eu não tiver histórias para contar? E se eu só for contadora desses momentos que o cérebro regista e que depois amplia e corta e cria e inventa?
Olhou para o papel.
Ficou à espera que a história surgisse, que, de modo mágico, se enrolasse dentro da caneta e saísse pelo bico em jorro constante, como água de uma torneira, como vinho de uma garrafa.
Nada!
Talvez seguindo a tradição, pensou.
E escreveu "Era uma vez".
Mas lembrou-se de príncipes e de princesas e achou que não era uma história dessas que queria contar.
Era uma vez uma bola que rodava nas mãos de um menino.
Não que a frase seja original mas é um princípio. Falta o meio, falta o fim.
Enrolou o cabelo nos dedos e ficou a imaginar o que poderia um menino fazer com uma bola.
Jogar, obviamente. Que pergunta tonta para se colocar, ainda que em silêncio, no desespero de um processo criativo.
Poderá jogar ser o meio da história? Não ficará demasiado curta?
Talvez acrescentar outros meninos a andar de bicicleta, a saltar à corda, a subir a árvores.
Evitou descrever a bola, não queria que ele dissesse que era mais uma fotografia. Ficaria portanto à imaginação dos leitores. Ainda assim, não conseguiu impedir-se de pensar numa bola encarnada.
Faltava-lhe um fim. Que não fosse o final do dia e o regresso a casa do menino que jogava à bola. Sem dúvida que era um fim! Não, ninguém quer saber de uma história assim.
Talvez devesse criar mais personagens.
Levantou-se.
Um avô. Um avô como nas histórias. Um avô que conta histórias. Num jardim, num dia de sol, onde há meninos que brincam e um deles tem uma bola (encarnada).
É isso. Um dia, pensou, vou escrever esta história.

Tuesday, February 26, 2008

Correntemos

E vai mais uma corrente.
Veio do Hélder e irá para as seis seguintes pessoas porque eu gosto de alterar um bocadinho as regras para não dar a impressão de que as cumpro assim sem mais. Magnuspetrus, MCM, Laura, Madalena, Ti e Brígida, digam-me lá seis coisas sobre vocês que não tenham importância, porque as importantes eu não quero saber. Sou assim, tenho uma curiosidade limitada sobre as pessoas. Há, de facto, coisas que não me interessam.
E se insistem em contar-me sou bem capaz de "desligar" porque sou muito impaciente. Deve ser por isso que não gosto de esperar. Nada! Cada vez menos! É isso e ter luzes acesas desnecessariamente. E então desperdiçar água deixa-me com as minhas luzes de emergência ecológicas acesas no máximo.
E pronto.
Os bloggers indicados ali em cima têm que seguir as regras sequintes.
1. Colocar o link para a pessoa que nos "marcou".
2. Colocar as regras no blog.
3. Partilhar 6 coisas sem importância sobre nós.
4. Marcar mais 6 pessoas no final.
5. Avisar estas pessoas deixando um comentário nos seus blogs.

P.S. Sou menina para não cumprir o regra n° 5. Estão avisados.

De dois lados

Chegam-me dois elos de uma mesma corrente, do lado da Carlota e do lado da Sinapse, para contar as palavras de que não gosto. Doze dizem! E, não obstante cada uma dizer doze, faço ouvidos de mouca e não conto 24. Até porque não gosto de matemática. Nunca gostei da lógica fria, do raciocínio claro, para mim tão complicado, tão retorcido. Admito, essas coisas causam-me calafrios. Deixam-me a cabeça oca de desespero, vazia de pensamentos, sem causalidades com que possa prosseguir.
Na última aula de ciências que frequentei, pensei, é a última! Não mais fórmulas, não mais cálculos. Enganei-me, claro, rodeada que estou de percentagens e de contas e de números e de pagamentos...
Por mais projectos que implemente, essa lógica e fria racionalidade impõe-se como se fosse vida, como se a vida fosse assim.
E o mais estranho é que há palavras que me enchem a cabeça de nada, como se fossem números, demitidas da sua função de mensageiras de ideias, de cavaleiras andantes de imagens. Palavras traidoras.
Mas aquela que mais abomino, que me dá choques de nervoso e gestos de repulsa é, sem dúvida, doravante.
E por aqui fica a corrente, fechada entre dois elos.

Monday, February 25, 2008

Nova experiência

Sabemos que as voltas da vida rodam sem parar, em movimentos surpreendentes e aleatórios.
Por vezes apetece-me trocar as volta à vida.
Por vezes apetece-me embalar-me nessas voltas que a vida dá.
Até já me aconteceu pretender parar essas voltas, o tempo de uma respiraçāo profunda, para entender a que ritmo rodam, para ganhar folêgo e balanço para novas voltas.
Neste momento só quero que as voltas da vida sejam diferentes.
Começo pelo blogue e tiro-lhe os comentários!
 

Sunday, February 24, 2008

Conto a conto (1)

Pela janela via o verde vivo dos arrozais que a brisa fazia ondular ritmicamente.
O calor já tinha corpo mas ainda não se impunha desagradavelmente.
Gostava deste momento da manhã, saboreando um doce chá de massala.
A casa despertava em suaves ruídos de tarefas quotidianas, repetidas, imemoriais.
Sempre assim fora. Sempre assim seria.
Ajeitando o sari, levantou-se e arrumou as revistas na mesa baixa, procurando a harmonia que a fazia sentir segura.
E para o almoço, senhora, o que há-de ser?
Não há-de ser preciso, retorquiu. Só voltarei ao final da tarde, quando o dia parar de transpirar.
Procura-me as chaves do carro.

Friday, February 22, 2008

Sexta, pela graça de Deus

À sexta, a lista das coisas para fazer no fim-de-semana é tão longa que sufoca.
Felizmente, nos sábados de manhã, tudo retoma uma perspectiva mais normal. E nem sequer a ida ao supermercado me parece fundamental.

Thursday, February 21, 2008

Pois!

Nada como a realidade para nos tornar razoáveis.
Porque o sol permanente só existe no nosso desejo.
Mas, pensando bem, se o sol fosse, de facto, permanente não teria valor algum.
E quem diria que eu ainda agradeceria ao cinzento?
Deve ser isto a maturidade!

Wednesday, February 20, 2008

Entre linhas

Espanta-me a blogoesfera quando fala demais, quando abre a alma e o coração a esse grande mundo etéreo, quando coloca as cartas todas sobre a mesa.

Admito que, por vezes, encolho os ombros, de puro desinteresse. Outras, deixo alimentar a minha curiosidade com factos que não a seduzem, nem sequer a saciam.

Mas, no fundo, o que me incomoda, o que verdadeiramente me incomoda, é desse modo impedirem a minha imaginação de se esticar, de se espreguiçar pelo desconhecido, criando-lhe cores e contornos, inventado caminhos para trilhar e recantos para descansar.

Ou não será mais interessante a janela que se reveste dedicadamente de cortinas esvoaçantes, o corpo que pudicamente se cobre com um robe de seda?

Hum, eu acho que sim.

Tuesday, February 19, 2008

As cheias

O que eu vi foi um autocarro assaltado pelas águas.
O que eu vi foram pessoas dentro desse autocarro.
Disse a notícia que dentro do autocarro havia velhos e crianças.
Depois acrescentaram que algumas pessoas tinham saído pelo seu próprio pé mas que outras tinham ficado à espera de socorros.
O que eu vi foram os bombeiros a libertar essas pessoas do autocarro e da água.
Tinham barcos pneumáticos.
O que eu vi foram dois bombeiros a transportar para terra seca uma senhora de idade, de óculos escurecidos mas que ainda assim deixavam ver os olhos assustados. Uma senhora de rosto triste que transportava frio e humidade. Uma senhora a quem apetecia abraçar, oferecer um chá quente e dizer "pronto, pronto, já passou".
Mas, em vez disso, o que vi foi uma jornalista da RTP que, mal a senhora colocou os pés no chão, ainda amparada por um bombeiro, lhe espetou um microfone à frente e lhe perguntou o que a senhora tinha sentido.

O que eu senti foi choque e raiva. Porque tudo o resto que vi era notícia. Mas o que vi no fim era coscuvilhice, voyeurismo, parvoíce.

Monday, February 18, 2008

Em desalinho

Hoje, apetecia-me falar de muita coisa, comentários sobre o que li, o que ouvi, o que vivi, notas do fim-de-semana, pensamentos sobre o que está para vir.

Mas tenho as palavras em catadupa dentro da cabeça, desgovernadas, incontroladas.

Agarro numa, para a escrever e, quando dou conta, são duas, são três, são quatro, encavalitadas, cada uma a puxar para o seu tema, a arvorar importância maior que a das demais.

Desisti várias vezes, pensei em não postar! Pensei que as acalmava. Mas a cada nova coisa que lia elas desarranjavam-se, perturbavam-se e desordeiramente empurravam-se para entrarem no assunto, para serem escritas.

Zanguei-me. Afinal, eu escrevo o que eu quero! Pensei.

Mas não!

Porque as palavras desencontradas me cortam o fio à meada.

E se quero comentar o final do livro que acabei, surge a questão do FJV sobre as relações virtuais entre pessoas reais; e se quero comentar a independência do Kosovo, surge a saga do ensino, em renovado conflito.

Entretanto, está frio, está sol (e neva em Atenas dizem-me outras palavras!).

Entretanto, tenho as linhas do futuro a alinharem-se paralelas em cores vivas e disso, pelo contrário, não sei falar.

Friday, February 15, 2008

Pôr do dia

Quando o dia se põe, por vezes ponho-me com ele.
Esmoreço lentamente como a luz do crepúsculo que se esvai.
Prolongo-me em sombras de angústia e melancolia.
Anoiteço-me em tristeza.
Enrolo-me em lágrimas.
E nesse breve momento, esqueço-me que a lua e as estrelas são um prenúncio de uma rotação.
Que amanhã será, de novo, dia.

Fogo-de-artifício

Estava, como os outros, a olhar, maravilhada, o fogo-de-artifício.
Que, entre reflexos de mil cores, iluminava a praia e deixava adivinhar o mar.
O ribombar estremecia-lhe o coração que, vivo, pedia mais, mais luzes, mais cores, mais magia.
Em cada instante de silêncio surgia a dúvida, dita em forma de pedido, ainda não acabou, pois não? E cada nova explosão de cristais nos céus do fim-de-ano lhe permitia a esperança de achar que não haveria fim.
Chegou.
O fim chegou.
Em prolongado instante de silêncio.
Deixou-se ficar por mais uns momentos.
A observar a praia que já não se via.
A ouvir o mar que a escuridão encobria.
A pensar que há gente assim, que brilha em fátuas explosões e que deixa atrás de si silêncio e escuridão.
E há aqueles que têm o brilho bem fundo, pepitas de ouro para quem quiser, pacientemente, arqueologicamente, retirar camada a camada até chegar lá.
Regressou a casa à espera do fogo-de-artifício do ano seguinte.

Sexta, pela graça de Deus

Lá fora está cinzento, para não variar.

Thursday, February 14, 2008

Citação

"Love doesn't make the world go 'round. Love is what makes the ride worthwhile."

Franklin P. Jones

Wednesday, February 13, 2008

Lusa

Bruxelas acordou envolta em nevoeiro dançante.
Que torna a cidade líquida e os pensamentos melancólicos.
Um nevoeiro que silencia e que é silêncio.
Sinto falta do som do farol.
Mas aqui não há mar!
E por isso, sei que não chegará D. Sebastião. Apesar da manhã ser de nevoeiro.
Pergunto-me, admirada, porque me lembro eu de D. Sebastião de cada vez que há nevoeiro? E agora pergunto-me porque me admiro?
Como se não me reconhecesse na minha integral lusitanidade!
Porque eu sou nevoeiro e melancolia.
Porque eu sou mar e sal.
Porque eu sou sol e saudade.
Hoje só tenho o nevoeiro. E a melancolia.

Tuesday, February 12, 2008

Masoquismo

Que má sina me obriga a ver a RTPi, volta que não volta?
Nem sequer dá para treinar o português...
E quanto às notícias é bom nem falar.
Se bem que... pronto, estou a ser má-língua.
Onde iria eu saber o que fez a mulher do Xanana Gusmāo no momento em que começaram os problemas em Timor? Sim, onde?
Vestiu os filhos e enfiou-os debaixo das camas.
Certo.
Tenho a certeza que esta informação, um dia, será de fundamental importância para a minha vida.
Agora, como sou inconsciente e pretendo condenar-me à ignorância, vou desligar.
Ele há gente muito ingrata! 

Imagem

Uma chaise longue, um ponto de luz, um só, para que o resto da sala fique em descansada penumbra, uma manta sobre as pernas, a garrafa de água ao lado, um livro.

Monday, February 11, 2008

Bom dia

O sol brilha.

Friday, February 08, 2008

Palavras de que gosto

Têm que ser doze diz a Leonor.
Doze para quem é palavroso, como eu, é redutor. Assustador.
Obriga-me a pensar. A seleccionar.
A medir preferências. Sem referências.
Doze palavras. Soltas. De que goste.
Palavras sem contexto. Sem texto.
Sons, portanto.
E não digo dó, ré, mi, fá, sol, lá si, dó porque não são doze. E porque são mais do que doze. São a música toda.
E a Leonor foi clara: são palavras. São palavras, senhora. Como as rosas, sei que pensa, porque as palavras são como as cerejas e uma puxa outra, num carreirinho de ideias.
Mas estou a divagar!
Ora aí está uma palavra de que gosto.
DIVAGAR.
Para não falar das CEREJAS. Mas aqui não sei se sou objectiva ou se me deixo levar pelo sabor das cerejas. Talvez não. No fundo, adoro queijo e não me passaria pela cabeça dizer que gosto da palavra queijo. Deixa ver: queijo, queijo, não, não me seduz. Agora, PICNIC, ou deverei escrever PIQUENIQUE?, é saltitante, refrescante.
Gosto de PRIMORDIAL, porque acho que é uma palavra cheia, redonda, que acolhe muitos sentidos. Assim com ARCO-ÍRIS, que se projecta em cores. E não falo das flores porque sei que é um engano. São as flores que são belas e chegaram aqui pelas cores, mera associação de ideias. Mas a palavra flores, senhores, é soprada, sibilada e cortada, com um "f" que se recusa a prolongar-se em "fe", assim, felores. Gosto de palavras que se prolongam como TULIPA. Já aqui o disse, aliás.
E vou na meia-dúzia.
A meio do DESAFIO. De que gosto. Gosto daquele gosto de pôr limites aos limites. ACEITO. É uma palavra bonita de generosidade, de confiança. Daquelas que se diz com um sorriso. Sem sorriso, fica uma palavra pequena, sem alma. E sem alma não se aceita. Só se diz, por dizer.
Falei do sorriso ali atrás. Penso. Sim, SORRISO também. Ainda que não consiga distinguir se é da palavra que gosto se é daquele sorriso que recordo. Será dos dois. É dos dois, decido.
E faltam três.
Mas só agora começo, verifico. Porque só agora me lembrei do VERBO. O princípio.
E faltam duas.
Duas palavras que, de evidentes, sei que já estranham não ver por aqui.
SOL. Acertei, não?
E, por fim, CANETA. Para dar forma às palavras.

E resta continuar o encadeamento das palavras de que outros gostam. Magnuspetrus, Madalena, , Laura e Calamity Jane. Quais são as vossas doze palavras?

Até que enfim

Sexta-feira, pela graça de Deus.

Thursday, February 07, 2008

Em silêncio

Sempre achei que as palavras tinham a flexibilidade própria da plasticina, podendo ser moldadas até ficarem com a forma e a cor que procurava a mão que as escrevia.

E tal como os escultores de pedra, há escultores da palavra que me deixam boquiaberta a olhar as Pietàs fabulosas que criam e há os que me deixam indiferente, como aquelas estátuas para jardins domésticos que, invariavelmente, jorram água de qualquer lado.

Tudo é assim uma questão de génio.

No fundo continuo a achar. Tenho que ser sincera. Sobretudo para comigo. Dizer o contrário era recusar a admitir a minha própria banalidade. Claro que a tentação é grande! Quão mais fácil é achar que a culpa, essa danada, se encontra em palavras alheias e não na minha incapacidade de moldar as palavras ao jeito que lhes quero dar!

Pois é.

O certo é que entre a falta de arte e os cuidados que me inspiram os valores que me guiam, eu não encontro as palavras certas. Quero dizer, encontro mas assim em bruto, sem os contornos que lhes quero dar, sem o brilho que penso que devam ter, sem a força que só palavras bem limadas podem ostentar.

Deixo assim a alma pendurada num silêncio que lhe imponho.

Até encontrar maneira de dar o meu sentido às minhas palavras.

Wednesday, February 06, 2008

E porque será que não me espanto?

Vejam isto.
Agora digam-me que é má vontade da minha parte...

Indiscrições

Os telemóveis serão muito práticos!
Mas fazem de nós espectadores involuntários de vidas alheias.
Espero que as coisas se tenham resolvido a contento para aquela jovem de olhos claros que pediu tempo ao namorado para decidir das razões do coração.

Isto é tudo uma questão de interpretação

Hoje, como habitualmente, liguei a televisão enquanto tomava o pequeno almoço.
Na RTPi, antes do telejornal da manhã, dá a Euronews.
Fiquei assim a saber, que, para a Euronews, os resultados da super terça-feira para os candidatos democratas não tinha sido conclusivos, com Clinton e Obama disputando taco a taco a corrida.
Registei.
A RTPi abre o seu noticiário anunciando que Hillary obtém vantagem na mesma super terça-feira e mostra imagens sorridente da candidata e dos seus apoiantes.
Surpreendi-me.
Afinal, como é?

Tuesday, February 05, 2008

Mau feitio

Se vissem como está a minha disposição nem se atreviam a vir para aqui falar do feriado!
E porque é que o Carnaval, quando nasce, não é para todos?

Monday, February 04, 2008

Segunda

Mais uma segunda-feira.
Cinzenta, chuvosa, como de costume, mas ainda assim, um princípio.
De uma nova semana.

Sunday, February 03, 2008

Idade

Dou verdadeiramente conta de que o tempo passou cada vez que me apercebo que é Carnaval e que eu nem me lembrei de tal!

Saturday, February 02, 2008

Descobertas

Sou do tipo de pessoas que descobrem a pólvora e ficam entusiasmadíssimas com isso!
Agora, por força das circunstâncias, virei-me para os clássicos russos.
E, claro, ando presa ao "Crime e Castigo" como se o romance tivesse sido publicado ontem.
Não me perguntem o que andei a fazer na vida porque eu também não sei!

Friday, February 01, 2008

É que não posso (14)

Aquelas pessoas que querem estar bem com Deus e com o Diabo, desesperam-me.
Decidir pode ser complicado, mas também não é assim tão complicado!