Tuesday, September 30, 2008

Não percebo

Por muito que me esforce nunca hei-de perceber porque é que em Bruxelas a recolha de lixo e a limpeza das ruas se faz à hora em que todos se deslocam para o trabalho!

Monday, September 29, 2008

From London with love

O sol ajudou.
A música alegrou.
O ambiente não mudou.
Nas ruas, nos jardins, nos museus, nas lojas, nos espectáculos, Londres foi, como sempre, especial.
Para mim, desta vez, ainda mais luminosa, em partilha de descoberta e de reencontro.

Friday, September 26, 2008

Sexta pela graça de Deus

E como está sol, nada mais há a dizer.

Thursday, September 25, 2008

Era uma vez

E deixe subentender as críticas.
Não sei dos outros, dos motivos que os leva a gostar dos livros.
Eu, limito-me a gostar que me contem histórias.
Pensando bem, talvez seja um sinal de que ainda não cresci!

Wednesday, September 24, 2008

Finlândia

Eu acharia que, com aquela idade, a vida era o início do que se quisesse. Ele achou que não.
E achou que outros o deviam seguir.
Quis que também esses não tivessem princípios de nada, nem de vida, nem de sonhos.
Parece que deixou uma nota a dizer que odiava tudo e todos.
Creio que o que mais espantou foi ser nesse nórdico país, modelo de tantas virtudes.
Noutros, já nos vamos habituando...
Para nosso mal.

Tuesday, September 23, 2008

Que falta de paciência!

Eu sei que é chover no molhado e que vão achar que este é mais um dos meus ódios de estimação (junto com a TAP, senhores...) mas haverá cura para a RTP?
O que leva quem quer que seja a escrever em nota de pé de ecrã (será que esta denominação existe?) maternidade D. Dinis, quando a imagem nos mostra o nome da dita e ela se chama Júlio Dinis?

Não sei, não!

No pequeno horizonte em que se desenrola a minha vida, há um novo agitar de águas: os e-books readers.
De repente, não há newsletter literária que regularmente me ocupa o ecrã do computador que não me apresente as vantagens e desvantagens de tal instrumento.
Confesso que em matéria de gadgets o meu coração balança entre uma natural falta de jeito e uma, ainda mais natural, curiosidade. A maior parte das vezes o entusiasmo esmorece ao fim de alguma informação recolhida. Noutras, nem tanto!
No presente caso, a ideia de deixar de tocar nos livros, de deixar de lhes sentir o peso e o cheiro, arrepia-me um pouco. É assim uma espécie de reacção instintiva que o intelecto deveria controlar e, quiçá, rejeitar, reconhecendo assim ao instinto um estatuto de menoridade.
Foi o que fiz. Melhor, o que tentei fazer.
Isto levou-me a fóruns na net, a webpages informativas, a youtubes de demonstração, a discussões entre amigos.
E a conclusão é, mais ou menos, unânime: o livro, sempre o livro, nada mais do que o livro.
Os argumentos são muitos e diversos.
Admito que me divertiu aquele que se liga à leitura no banho: cai o livro no banho, seca-se. Cai o e-book reader... só prejuízos.
Hum!

Sunday, September 21, 2008

De repente a noite ouve-se

O silêncio e a reflexão são interrompidos por foguetes.
Ignoro o que se festeja e sempre me pergunto porque se festeja com ruído, como se a alegria silenciosa fosse menos alegre que a barulhentamente festejada.
Além de que acho despropositado que na noite serena estalem foguetes, assim se interrompendo a minha calma neste acordado sonolento em que me encontro.
Desrespeitado que foi este meu momento a sós comigo, vou deitar-me ainda a pensar que os foguetes nāo querem saber se eu me desconheço nem me deixam serenidade para medir os limites desse meu desconhecimento.
Talvez seja melhor assim.

O nosso voto

Eu estou fora sem o estar, nesta posição esquizofrénica de ser  e não ser, mas percebo esta ideia de rejeição de um país que é cada vez mais nosso quanto mais longe estamos!
Porque é o país que somos e que nos une, onde quer que estejamos.
O país que achamos que "representamos" ainda que ninguém nos tenha dado mandato para tal; e eu faço-o. Com orgulho e honra. De forma pueril talvez!
Depois, num lado mais racional, acho que num mundo cada vez mais pequeno, continuamos lá dentro ainda que estejamos fora. E queremos dizer o que pensamos, dar a nossa opinião, votar!
Outros acham que não.

Friday, September 19, 2008

Sexta, pela graça de Deus

Ainda ando a calcular coordenadas, a tentar adaptar o meu corpo a outro ritmo e a outras tempertauras, a esforçar-me por acordar os dedos paras as teclas desta realidade, eles que ainda sonham com grãos de areia e água salgada.
Estou ainda a tentar entrar na minha pele rotineira de trabalho e de hobbies, de stresse marcado pela agenda e por ela desmarcado, com, pelo meio, umas correrias ao supermercado, esse pequeno diabo peludo que me empecilha a vida e sem o qual ainda não aprendi a viver.
E já no domingo me atrapalham o planeamento, ao julgarem que ficam mais verdes por tirarem da ruas os carros, num só dia, e a natureza que faça o possível por tudo aproveitar porque é só no domingo, na segunda voltamos todos ao mesmo, só que já é segunda e não domingo!
Já programei e desprogramei na minha cabeça o fim-de-semana porque só quando vou ver as notas de pé de página da minha memória me lembro que é o dia sem carros o que me obriga a encurtar as distâncias e a refazer percursos e a achar que vai faltar tempo e que, logo logo, é segunda outra ver!
Sim, porque hoje já é sexta.
Pela graça de Deus!

Thursday, September 18, 2008

Tempo

Sei que é banal dizer que ele é curto.
Contudo insisto: é curtíssimo!

Wednesday, September 17, 2008

Depois

Depois, o sol desapareceu.
E o cinzento veio instalar a rotina, pousar a manta nos joelhos e virar as páginas de mais um livro.
De Niro's Game envolve-me no pó de Beirute que desconheço, quando a guerra dividia religiões, esquecida das pessoas que, ainda assim, viviam, sobreviviam, sem querer saber do amanhã, demasiado longínquo para ter corpo.
Fica claro que viver não custa, o que custa é saber viver. Já a minha avó o dizia.
Mas, Rawi Hage di-lo de forma magistral.

Tuesday, September 16, 2008

Até parecia que estava em greve!

De regresso.
E posso dizer que entre a Pátria e este meu país de acolhimento perdi vários graus... para aí 10 ou mais!
Ai, nunca sei onde meto as coisas.