Friday, October 31, 2008

Conto a conto (14)

Perde-se entre fios e pérolas e linhas e colas.
Procura, concentradamente, a tesoura.
Termina com um nó.
Remexe, de novo, nas contas, conjuga cores, idealiza formas.
As mãos são o instrumento com que fala.
Quando segura, quando aperta, quando cola, quando corta.
Não vê o raio de sol que se reflecte nas pedras de vidro.
Não sente o frio que se instala com o anoitecer.
Nem sabe que acendeu a luz.
Vasculha.
Busca o que tem.
Redescobre o que esqueceu que tinha.
Mistura.
Encontra-se e perde-se nesta mestiçagem de materiais e de matérias.

1,2,1,2, inspirar, expirar

Juro que não sei se certos condutores, por estas bandas, se esforçam para conduzir assim ou se aquilo é natural, género meninges congeladas!
É que é preciso engenho e arte para conduzir tão mal. Não é para qualquer um.

Sexta, pela graça de Deus

Ventos frios, nevoeiros cinzentos, chuvas persistentes, ou talvez não! Não sei a razão que me levou a, uma vez na vida, preparar com antecedência o Natal (a decoração já está em casa!) e as prendas (já tenho os dedos doridos!).
E, como prevêem um fim-de-semana invernoso, eu prevejo um domingo trabalhoso.
Domingo, sim.

Thursday, October 30, 2008

Vale mesmo a pena ler!

Pelo que vejo dos finlandeses aqui eu não diria que são os meus heróis!

Fingir

Nadine Gordimer não me prende.
Talvez não devesse dizer isto de quem já recebeu o Nobel. Talvez esteja em mim o problema de não conseguir acompanhar a genialidade. Talvez seja a língua e a cultura.
O certo é que, nesta renovada tentativa que faço, clube de leitura oblige, enfrento, de novo, os mesmo obstáculos, entedio-me, afasto-me da história e acabo por pousar o livro.
Mas vou tentando agarrar-me a uma qualquer liana desta história que ainda não me enredou, na esperança, a cada página renovada, de que ela me agarre, me prenda, me leve para outra dimensão.
Ontem colei-me a esta ideia: antes havia pretos que queriam ser brancos, hoje há brancos que querem ser pretos.
Não sei por onde me levará esta ideia neste livro que agora leio (Beethoven was one sixtheenth black), mas sei que muitas vezes faço este exercício de pensar que sou quem no sou (para ver como seria se fosse).
A mim, não me leva a lado nenhum.
Vejamos ao livro.

Wednesday, October 29, 2008

Nada

Tenho este problema, de pensar em várias coisas ao mesmo tempo, de ouvir o que me dizem e desligar em função do movimento ambiental ou de pensamento mais interessante que me tenha surgido, enfim, sei que tenho este problema e tento, já que me falta o engenho para corrigi-lo, tento que, ao menos, não se note muito; aprendi a manter um ar interessado, a monossilabar para não desiludir o interlocutor, até a responder coisas vagas mas que vão sempre bem.
Espantam-me as pessoas que se concentram numa só coisa e que até conseguem ficar em casa sem fazer nada, sem pensar em nada! Invejo-as no fundo. Imagino a tranquilidade que deve ser o despojamento total do cérebro e do corpo.
Medito muito sobre esta questão, creio até que consigo chegar ao minuto, isto é, sessenta segundos, sem me mexer, sem me coçar, sem me lembrar doutra coisa qualquer.
Pensar em nada, foi, para mim e durante muito tempo a cor branca. Tentar pensar em branco. Hoje tenho dúvidas! Terá o nada cor? É que a ter, inclino-me mais para o lilás. E vejo um manto diáfano a flutuar em grandes ondas na brisa ... entre as árvores...oops, lá estou eu a poluir o nada!
Será talvez o negro, a escuridão. Mas como, se a mim a escuridão se enchia de monstros e outros bichos? Nada era quando se acendia a luz e eles se escondiam!
Até quando fecho os olhos não vejo o nada! Vejo linhas e pontos, reflexos de cor, coisas em movimento. Se os entreabro, vejo os objectos difusos, a liquefazerem-se, a dançarem.
Também tentei escrever nada. Peguei na caneta e fiquei ali. O nada transformou-se sempre em alguma coisa não obstante a minha busca por coisa alguma.
Disseram-me então para meditar: recostar-me em sala calma e repetir uma palavra, uma qualquer palavra, vezes sem conta, até ela perder o sentido. Parece que, então, se atingirá o nada.
Tentei.
Não consegui decidir-me por palavra nenhuma nesta busca infernal pela palavra ideal para me levar até ao nada.
E, a bem dizer, também não tenho paciência para grandes esperas: se ao fim de três repetições o nada não tiver chegado vou à minha vida que não tempo tempo para fazer nada!

Tuesday, October 28, 2008

Mudança da hora

A mudança da hora deprime-me. Escurece-me como o dia que se escurece cedo, num convite ao sono, ao encolhimento sobre si mesmo.
E é o que me tem acontecido: um incompreensível jet lag que me faz parar a máquina a horas demasiado escuras para o que tiquetaca no relógio e me faz despertar cedo, muito cedo, para aproveitar a luz destes improváveis raios de sol num final de Outubro bruxelense.
Tenho que me agitar. Para não hibernar até Março.
De qualquer modo, avisem-me quando chegar a Primavera!

Monday, October 27, 2008

Conto a conto (13)

Ia andando devagar com os olhos pregados nas janelas iluminadas.
Nalgumas, as cortinas estavam abertas, deixando ver um detalhe da decoração, um pormenor da vida, um raio de calor doméstico.
Lembrou-se do hábito nórdico de colocar candeeiros nas janelas, de os acender à noite, enchendo a rua de pirilampos piscando o olho a quem por ali passa.
Não entendeu, então, esse cumprimento nocturno das casas desconhecidas.
Foi na altura em que a noite era apenas a fase escura do dia, depois de um dia, antes de outro dia.
Agora, com a sensação de que a noite se prolonga para lá de qualquer tempo, sabe-lhe bem surripiar, assim de forma discreta, a luz que se estica das casas cá para fora.

Prémios Dardos

Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

E pensar que a Marília e a Leonor acharam que sim, que este canto Cinzento se enquandrava na descrição acima.
Resta-me agradecer, sorridente, às duas.

Agora parece que tenho que lançar mais uns dardos a blogues-alvos da minha predilecção.

Vou pecar por defeito e mencionar apenas alguns: que me desculpem os demais:

Eu sei

Eu sei que os sistemas de descontos das lojas não nos oferecem nada.
Eu sei que aquele artigo grátis que nos dão por um ror de pontos ganhos a gastar muito dinheiro não é verdadeiramente grátis.
Agora, que sabe muito bem ir a uma livraria, sair de lá com dois livros e pagar com pontos, sem entregar um só euro, nem um só, sabe!
A mim soube-me, pelo menos...

Friday, October 24, 2008

Post apressado

Hoje, nem tempo tenho para dizer que é sexta, pela graça de Deus!

Thursday, October 23, 2008

50 anos

Ouvi na rádio que faz hoje 50 anos que surgiram os Schtroumpfs.
Eu descobri-os há menos tempo mas fiquei maravilhada: azulmente maravilhada.
Durante uns tempos, os da azul descoberta, schtroumpfei todos os livros que encontrei, até schtroumpfei um azul schtroumpf anjo, numa feira, talvez, porque a colecção de anjos faz-se assim peça a peça e quando schtroumpfei, por acaso, nesse anjo azul não hesitei e schtroumpfamente schtroumpfei-o.
Hoje, o criador dessas azuis criaturas, Peyo, contou da sua admiração pelo schtroumpfozo êxito dos Schtroumpfs, disse que no início, eram pequeninos schtroumpfs azuis, personagens secundárias que, rapidamente, schtroumpfaram asas e fugiram para primeiros planos.
Ainda bem.
O mundo ficou mais azul que é uma cor bonita, schtroumpfamente bonita.

Wednesday, October 22, 2008

Post de última hora

Tenho aqui um colega cujo télélé enche os corredores com aquela música das caixinhas de música antigas! Até o som é dos antigos! E alto!
Ou ele ouve mal ou queria que eu escrevesse este post.

Ignorância

Em que parte do código da estrada é que está escrito que os ciclistas, quando circulam na dita estrada, não têm que respeitar o mencionado código?
Estou sobretudo interessada na parte que diz que os referidos ciclistas não têm que contornar uma rotunda: podem fazer tudo o que queiram, mesmo andar em sentido inverso.
Agradeço a informação.

Ou, então, ontem à tardinha, cruzei-me com uma moça cansada da vida e sem sequer vontade para se suicidar sozinha!

Tuesday, October 21, 2008

Crise

Temos os ouvidos cheios de números e de percentagens, vemos os governos-bombeiros a salvar bancos e seguradoras.
À saída das lojas, as pessoas queixam-se: está tudo muito caro!
Dentro das lojas, os lojistas queixam-se: ninguém compra!
Olho em redor de mim, nesta sociedade histérica onde a crise se afoga em champagne e se espelha em carros de alta cilindrada.
A crise.
A de hoje.
A de agora.
Espanto-me.
A crise é a fome e a criança de ventre inchado.
A crise é a família que vive protegida por paus e plásticos, sem água, sem escolas, sem hospitais.
A crise é o jovem que se afoga no Mediterrâneo a tentar alcançar costa europeia.
A crise é o homem velho que se agacha, ao sol, seco e sem esperança, à espera da morte.
A crise é a malária e a cólera.
A crise é este mundo desigual e sem vergonha.
E essa não é de hoje.
Não é de agora.
E para vencer essa crise poucos são os bombeiros.

Monday, October 20, 2008

Não há uma sem duas, nem duas sem três

Ide lá dar-lhe os parabéns.
Descrever a Carlota?
Palavras para quê?
É um ilustre membro do gangue de Bruxelas e está tudo dito.
Parabéns!

Conto a conto (12)

Quando saiu espantou-se com a luz.
Habituara-se a uma claridade desmaiada, uma penumbra permanente cruzada por raros raios de sol invadidos por dançantes partículas de pó.
Hoje, contudo, espantou-se com a luz.
Lembrou-se depois que não estava no mesmo sítio. Não estava em sítio algum aliás.
Tinha aceite ser personagem de uma história e colocara-se, cegamente confiante, nas mão de quem o havia de escrever.
Fora um desafio: ele que avidamente queria que lhe contassem histórias achou que teria que ser parte de uma história.
Quis saber qual. Perguntou qual história achando que um personagem podia influir na trama, podia recusar participar em enredo que não lhe agradasse.
Que ideia!
Como poderiam então os contadores de histórias contar-nos uma história se dessem assim liberdade aos seus personagens?
Por exemplo, ele, que se espantou com a luz, poderia recuar para a sua realidade obscura? Sair desse espaço iluminado e deixá-lo vazio, só a luz, só a claridade?
Mas se a história é sobre um personagem que se espanta com a claridade, não é conveniente que ele se ausente!
Ainda assim, aposto que o escritor nos contaria uma história sobre a luz.
Mas não, hoje a história é outra.
Silêncio, vamos ouvi-la.

Friday, October 17, 2008

Sexta, pela graça de Deus

Talvez amanhã, ou depois, porque o domingo é dia para tal, sem compromissos, nem lojas abertas. Só um café, uma mesa redonda onde bata o sol, música suave, em surdina, para não atordoar os pensamentos nem a conversa.
Talvez amanhã, depois da azáfama do que não se fez durante a semana mas que tem que ser feito.
Hoje não. É o dia de acabar pontos e nós, de transição para o que virá depois.
Talvez amanhã.
Ou depois.

Thursday, October 16, 2008

Pergunta pela manhã

Agora que me estou a tornar mais normal e que até tenho uma televisão com acesso a canais mais ... normais, lá está, soube, em directo, que Portugal empatou com a Albânia. E até parece que o jogo foi na ditosa Pátria!
Isto é normal?

Mais livros

Agora, para não ter surpresas desagradáveis, resolvi jogar pelo seguro: vou ler Salman Rushdie.
The Idea of Love de Louise Dean não é a minha ideia de um bom livro. Veremos o que os demais membros do clube de leitura acharam. Porque é raro as opiniões convergirem totalmente. Há sempre quem veja as coisas sob um outro ângulo, quem perceba outras entrelinhas.

Wednesday, October 15, 2008

Ontem

Ontem cheguei a casa com vontade de usar as mãos e a imaginação.
Durante horas dei nós, enfiei pérolas, torci arames.
Inventei.
Deitei-me tarde.
Dormi a enfiar colares e a criar marcadores de livros.
Estou cheia de sono.

Tuesday, October 14, 2008

Turismo

Os pés cruzam caminhos que tantos outros cruzaram.
Com curiosidade.
Apenas.
Noutros tempos, sabe-se, havia medo.
Cada esquina era um cabo a dobrar com cuidado, cada sombra um susto a exigir abrigo.
Hoje, isso é história dos tempos passados, ainda que há pouco.
Mas esquecemo-nos disso. Os memoriais só servem para fotografar e não para sentir esse arrepio de frio e de medo de quem lia o que não devia, ouvia o que não podia, escrevia o que não convinha.
Hoje, cruzamos pontes, olhamos torres, admiramos catedrais, com curiosidade.
E fotografamos.

Thursday, October 09, 2008

Le Clézio

Um prémio Nobel para um escritor que ainda tenho que descobrir.
(Como eu gostava de conseguir ler mais depressa!).

Como o tempo passa

Foi há dez anos que Saramago ganhou o Nobel.
10 anos recordou ontem o telejornal que vi/ouvi enquanto jantava.
Pensei, tanto?
De facto, continuei a pensar, tanto aconteceu na minha vida em 10 anos e tudo me parece ontem, hoje mesmo, tão presente que sinto ainda o cheiro e a côr.
Exagero, claro! 10 anos são 10 anos e o ter mudado de país, de casa, de trabalho, não lhe altera a dimensão. Só lhe muda o conteúdo.
Portanto, há 10 anos, a minha natural incredulidade nas vitórias lusas foi abalada por um prémio que inesperei e, para ser franca, nem desejei.
Não que não goste de Saramago.
Gosto e sabem-no aqueles que contam e que tantas vezes se admiram com tal gosto.
Apenas porque a filosofia do Nobel, que exige que o laureado seja ente vivo, impunha urgência no reconhecimento de outro escritor de língua lusa ainda que do lado de lá do Oceano.
Ontem, quando as memórias recordavam vitórias nacionais, recordei de novo Jorge Amado e lamentei o prémio nunca alcançado e muito merecido.

Wednesday, October 08, 2008

Conto a conto (11)

Quando respirou o ar fresco sentiu-se capaz de vencer.
Ergueu a cabeça, esboçou um sorriso e olhou em volta.
Havia pessoas apressadas, com ar friorento.
Havia gente com passos trocados de quem não sabe para onde ir.
Havia jovens de mochilas às costas a desafiarem o mundo.
Havia crianças confiantes na mão que as guiava.
Havia cheiro de cidade, um cheiro desconfortável feito de carros e de pressa.
Procurou o verde.
Olhou para a árvore já envolta em cores de Outono.
Uma folha deslizava ao sabor do vento no seu último percurso gracioso.
Já não se sentia tão capaz de vencer a melancolia.

Nobel

O prémio Nobel da literatura será divulgado amanhã.
Ontem resolvi perguntar-me quais os critérios para se ganhar esta distinção.
O obejctivo do Sr. Nobel foi o de premiar: "the most outstanding work of an idealist tendency" (original Swedish: den som inom litteraturen har producerat det utmärktaste i idealisk riktning).
Vou ficar a pensar no que isto quererá dizer.
Entretanto, fico à espera do nome do eleito deste ano.

Tuesday, October 07, 2008

Desabafo

Estou farta do blogue.
E creio que ele está farto de mim, também.
Enfim, não sei onde irá ele buscar motivos de exaltação.
Pelo meu lado, comprei pastilhas de cereja.
E porque não?

Clube de leitura

Clube de leitura oblige!
Tenho lido livros muito bons, que não leria de outra forma, mas também tido lido coisas ruins, que me incomodam, que me desagradam, que me custam ler.
Perco aquela vontade de me aninhar nas palavras, de me perder na história, de querer saber o fim.
Deixo de ler com a sofreguidão de quem acha que vai faltar o tempo.
E mastigo, mastigo, mastigo e conto as páginas que faltam para acabar e engano-me a mim mesma com jogos de sedução, mas o livro não me seduz nem se deixa seduzir.
Por fim, vencida, vou fazer outra coisa ou adormeço.

Monday, October 06, 2008

Quase centenário

Acho bem que se comece cedo e se perca este traço que se diz caracterizar a lusitanidade, o improviso, a fé no desenrascanço, de que tudo vai correr bem, se Deus quiser e Deus vai querendo, ou assim parece que da fama da característica não nos livramos.
E assim, distraída das datas comemorativas, que o cúmulo de um domingo com 2000 Km de distância apaga a percepção de um feriado nacional, entrou-me a República pela sala, em debate preparatório: vale a pena comemorar o centenário da revolução republicana?
Contas feitas, com esforço porque os números não são meus amigos, com prova dos noves e rápida revisão histórica, para concluir que a República não se implantou em 1908! Entre as brumas do sono, agravadas pela hora de diferença, andei com 1910 às voltas e com os eventos do passado misturados, recheados de governos breves e passageiros com primeiros-ministros que nem glória vindoura ganharam.
Tenho dois anos para rever, aprender, perceber, o princípio do que somos agora, sem reis nem príncipes que ocupem a nossa imaginação através de páginas cor-de-rosa das revistas de sala de espera, mas com a revolução e a garra a sair em rodos nas mesas de café e nos débitos de quem se acha jornalista, ou fazedor de opinião, ou comentador ou o que for que leva alguém a falar e muitos a ouvir e a criticar.
Dois anos para perceber porque há quem ache que a história não faz jus ao Senhor D. Carlos, dois anos para perceber o ziguezague republicano, de partidarismo bipolar, de paixões assoberbadas.
Eu acho que sim, que se comemore!

Thursday, October 02, 2008

Não há pachorra

Acho bem que se proteste mas só quando há motivos para tal...

Estou preocupada

Preocupa-me a minha falta de paciência para os condutores atarantados que parecem não saber o que fazer com o volante e os pedais!

Então é assim; o pedal que acelera não se estraga com o uso, os piscas estão lá por algum motivo, porquê travar o tempo todo meu Deus? ou não se sentem capazes de controlar a viatura à estonteante velociadade de 20 Km/h? Um obstáculo pode, e deve, ser contornado em andamento (parado é dificílissimo passá-lo!) bastando para tal mexer o volante. E não, não é preciso travar! Quando o semáforo muda para verde é sinal de andar. Não há mais opções. Para quê pensar tanto? Há regras e a prioridade é de direita. De vez em quando são vocês que a têm! É andar, senhores... Pois é, até acredito que o peão seja muito vosso amigo e que queiram absolutamente trocar dois dedos de conversa com ele. Mas eu, curioso, não o conheço de lado nenhum e estou com pressa. Estacionem o carro (o que não significa abandoná-lo no meio da estrada!) e procurem um café. Conviverão mais confortavelmente e sem chatear ninguém.

Ou então convençam-se que não têm jeito para conduzir: não se pode ter jeito para tudo, não é? E Bruxelas tem autocarros, metro, táxis e tutti quanti.

Wednesday, October 01, 2008

Ingenuidade

O que verdadeiramente me faz impressão nesta crise financeira global e nas pequenas crises nacionais (como a história das casa da CML) nem é o facto de haver sempre quem beneficie por meio da falcatruas e trafulhices!
O que me impressiona deveras é a falta de vergonha das pessoas.
É o dormirem de noite sem pesadelos.
É o olharem os demais sem baixar os olhos.
É não terem honra e não sentirem falta dela.