Wednesday, November 18, 2009

Vou

Vou por aí.
Se me apetecer voltar, volto.
Mas não será neste mês.
Talvez nem neste ano.
Logo se verá.

Tuesday, November 17, 2009

Clube

Depois de uma série de três livros deprimentes e depressivos as meninas à volta do chá e das bolachinhas optaram por uma coisa mais ligeira.

Pode parecer que não, mas as letras de um livro entram de mansinho no coração e ficam ali a moer, a moer. (As vezes até doer!)

É que há coisas a que ninguém se habitua.

Friday, November 13, 2009

Sexta pela graça de Deus

Que bem que me soa a palavra sexta!
E se alguém me falar do Tratado de Lisboa durante o fim-de-semana fá-lo-á por sua conta e risco.
Nao serei responsável pelos meus actos!

Tuesday, November 10, 2009

João de Deus

Beijo na face
Pede-se e dá-se:
Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo:
Vá!

Um beijo é culpa
Que se desculpa:
Dá?
A borboleta
Beija a violeta:
Vá![50]

Um beijo é graça
Que a mais não passa:
Dá?
Teme que a tente?
É innocente...
Vá!

Guardo segredo,
Não tenha medo...
Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,
Dê!

Como elle é dôce!
Como elle trouxe,
Flôr!
Paz a meu seio;
Saciar-me veio,
Amor!

Saciar-me? louco...
Um é tão pouco,
Flôr![51]
Deixa, concede
Que eu mate a sêde,
Amor!

Talvez te leve
O vento em breve,
Flôr!
A vida foge.
A vida é hoje,
Amor!

Guardo segredo;
Não tenhas medo
Pois!
Um mais na face
E a mais não passe!
Dois...

Oh! dois? piedade!
Coisas tão boas...
Vês?
Quantas pessoas
Tem a Trindade?
Tres![52]

Tres é a conta
Certinha e justa...
Vês?
E o que te custa?
Não sejas tonta!
Tres!

Tres, sim. Não cuides
Que te desgraças:
Vês?
Tres são as Graças,
Tres as Virtudes,
Tres.

As folhas santas
Que o lirio fecham,
Vês?
E que o não deixam
Manchar, são... quantas?
Tres!...

Monday, November 09, 2009

Muro

Nem de propósito, revi ontem um dos meus filmes favoritos (Fresa Y Chocolate) e revi, ao mesmo tempo, um tempo em que o mundo daquele mundo estava aqui ao lado, separado por um muro.

Lembro-me de a história se fazer presente, em ritmo alucinante de liberdade que chega e de me ter deixado embalar no sonho irreal dos problemas que se resolvem, assim, sem mais, com a queda de um muro.

Estudei, logo de seguida, numa escola academicamente multinacional e foi uma alemã da RDA (a ex RDA diremos agora) que me partiu o sonho e me puxou para uma realidade cinzenta. Ela teria outros problemas com esta liberdade que eu via cor-de-rosa. Problemas para os quais nunca se preparara. E que não queria assumir. Concluiu: era contra a reunificação alemã; queria o seu país, como antes!

Vi-a em Bruxelas, uma vez, vários anos depois. Não abordei, de novo, a questão. Presumo que tenha resolvido os problemas de então. Ou talvez sonhe, em segredo, com a vida de outrora e a que teria tido se o muro ainda existisse.

Friday, November 06, 2009

Tempo...falta de,

Entre "Guerra e Paz", Tratado de Lisboa e demais hobbies e afazeres, algo tinha que sofrer.
Por escolha própria, é o blogue a vítima.
Eu sei porquê.

Tuesday, November 03, 2009

Lisboa

O Tratado de Lisboa, brevemente, numa União perto de si.

Natal

Disseram-me que o mundo roda.
(O poeta acrescentou até que roda como roda a bola nas mãos de uma criança).
Nunca fui dada às ciências e sinto o meu cérebro pouco lógico por vezes.
(Pois, se o mundo roda, rodará sem fim, como a corda partida de um relógio, ou rodará até ao fim da mola e depois des-rodará em aumento constante de velocidade até chegar ao princípio e depois rodará de novo e depois des-rodará e assim de seguida até parar de todo?).
Acho que o mundo se enrola e desenrola como as ondas do mar, de cada vez trazendo uma coisa nova, uma nova concha, mais um seixo, que, de facto, não são coisas novas!
Este ano houve uma onda mansinha com as abóboras do Halloween, tempo de calmaria como convém nos mares destas nossas praias, que isso de monstros e monstrinhos é mais típico de outras costas...
Mas as ondas invernais já começam a espalhar no areal fitas e bolinhas, um ou outro pai natal, ainda de pequeno porte, agulhas de pinheiro.
O vento ainda não me traz toques de sinos ou coros de crianças.
Vou continuar à espera.
Que chegue o Natal.