Livro dos livros
Por vezes pergunto-me o que me leva a gostar de um livro. Ou não.
Em princípio, tudo levaria a crer que passaria um bom momento com a leitura de Diplomatic Baggage.
Leitura leve e divertida, sobre as aventuras de uma vida diplomática vivida do ponto de vista da mulher. Houve até quem dissesse que a leitura proporcionaria boas gargalhadas.
Então porque é que eu nem sorri?
Não que achasse o livro desinteressante: sou suficientemente curiosa para me interessar por uma vida que nunca vivi e que não viverei; suficientemente realista para entender que aquilo que nos parece uma vida de sonho (uma vida ambulante por esse mundo diverso) nem sempre é cor-de-rosa.
Um ponto de explicação parte das premissas da própria autora que repete e repete que deixou a carreira em prol do marido. E, no entanto, continua a escrever para jornais, a preparar livros. Certo que não se dirije para o emprego a cada manhã, mas não se limitou a gerir a família e a casa como se pode pensar.
E a tal carreira que abandonou? Pintando-se a autora como uma desastrada, cheia de medos e de pavores, parca de imaginação, é lícito perguntar que carreira teria no mundo do jornalismo de moda. Ou então é a sua auto-descrição que é pouco precisa!
Segue-se que a autora se compraz com descrições vivas sobre os seus erros e lapsos, talvez na busca da tal gargalhada perante o embaraço alheio. Não consigo nem sorrir com situações destas que me envergonham e atrapalham como se fosse eu a vivê-las.
Por fim, não apreciei a abordagem pelo lado negativo da vida: as lágrimas, a solidão, o tédio, para no fim reconhecer as vantagens de viver nos quatro cantos do mundo e de conhecer culturas e gentes que de outro modo não conheceria.
Teremos muito tema de conversa na próxima reunião do clube de leitura.
Em princípio, tudo levaria a crer que passaria um bom momento com a leitura de Diplomatic Baggage.
Leitura leve e divertida, sobre as aventuras de uma vida diplomática vivida do ponto de vista da mulher. Houve até quem dissesse que a leitura proporcionaria boas gargalhadas.
Então porque é que eu nem sorri?
Não que achasse o livro desinteressante: sou suficientemente curiosa para me interessar por uma vida que nunca vivi e que não viverei; suficientemente realista para entender que aquilo que nos parece uma vida de sonho (uma vida ambulante por esse mundo diverso) nem sempre é cor-de-rosa.
Um ponto de explicação parte das premissas da própria autora que repete e repete que deixou a carreira em prol do marido. E, no entanto, continua a escrever para jornais, a preparar livros. Certo que não se dirije para o emprego a cada manhã, mas não se limitou a gerir a família e a casa como se pode pensar.
E a tal carreira que abandonou? Pintando-se a autora como uma desastrada, cheia de medos e de pavores, parca de imaginação, é lícito perguntar que carreira teria no mundo do jornalismo de moda. Ou então é a sua auto-descrição que é pouco precisa!
Segue-se que a autora se compraz com descrições vivas sobre os seus erros e lapsos, talvez na busca da tal gargalhada perante o embaraço alheio. Não consigo nem sorrir com situações destas que me envergonham e atrapalham como se fosse eu a vivê-las.
Por fim, não apreciei a abordagem pelo lado negativo da vida: as lágrimas, a solidão, o tédio, para no fim reconhecer as vantagens de viver nos quatro cantos do mundo e de conhecer culturas e gentes que de outro modo não conheceria.
Teremos muito tema de conversa na próxima reunião do clube de leitura.
E hoje é sexta, pela graça de Deus e livros é o que não me falta.


1 Flocos de neve
Quando leio livros que me desapontam fico com um tédio tão grande que nem me apetece ler mais nada. Às vezes volto a pegar em livros que já li e de que gostei, como que para me devolver o gosto por uma história bem escrita. Quando ouço falar de livros que façam rir lembro-me sempre de dois: um sobre a vida profissional e amorosa de uma francesa, já o li há bem mais de 10 anos, que se chama "Onde estão os meus óculos?" e outro, sobre a vida de veterinário de George Stilwell, irmão da jornalista com o mesmo apelido, que é de chorar a rir com as peripécias de um veterinário de província, os seus clientes e os donos deles: Veterinários e outros animais. A ler partes ao meu marido faltava-me o ar de tanto tentar conter o riso. É claro que no final tudo depende do senso de humor de cada um...
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