Cinzas
Tenho um livro preso nas cinzas.
Penso.
Aguardo-o ansiosamente mas suponho que lhe tenham prendido as páginas dentro de forte embrulho para lhe proteger a capa, dirão. Assim manietado, o meu livro depende de asas, outras, porque ele, que as dá, não as tem.
A menos que mentes espertas o tenham mandado sobre rodas, tenho o meu livro preso algures; esperando que a nuvem, essa de que todas falam e poucos vêem, até porque está sol em Bruxelas, se dissipe e, por graça, permita que os céus sejam de novo rasgados por aviões que transportem o meu livro.


1 Flocos de neve
Parece que veio um vento no sentido do ártico que te pode ajudar a ter esse tão desejado livro. Que assim seja.
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