Tuesday, October 12, 2010

Viagens

Anteontem estava sol e eu estava no Mississipi. Por volta do ano em que nasci. Estava calor (parece que está quase sempre calor por ali) e a sociedade estava em convulsão: foi o tempo dos movimentos dos direitos civis dos negros, do assassinato de Kennedy. Entrei em casas de pessoas normais, famílias que foram as minhas durante um par de dias. Sem sair da varanda ensolarada, vivi com aquela gente, espantei-me com certas atitudes, aprovei outras e terminei com a estafada pergunta: que teria feito eu naquela situação?

Ontem, já com a noite precocemente instalada, dei um pulo até à Nova Zelândia. Ainda estou perdida. E com frio. Está um frio danado que a lareira parece não combater. Os meus novos companheiros de viagem são uma artista despassarada e um miúdo mudo. Ainda não os conheço bem. Tenho que me dar mais páginas!

Friday, October 08, 2010

Sexta, pela graça de Deus

Por uma vez, sei quem é o Nobel da literatura.
Até já o li.
(Este prémio faz-me sentir tão estúpida, a maior parte das vezes!)

Wednesday, October 06, 2010

Pela manhã

Nunca consegui tomar o pequeno-almoço de pé.
Numa altura tentei: achava que dava ares de mulher ocupada!
Adoro instalar-me no sofá e despertar com as notícias televisivas enquanto como.
Acho uma excelente maneira de começar o dia.
(E já não me interessam os "ares". Cada um envelhece à sua maneira).

Tuesday, October 05, 2010

Pensar

Sei que nem sempre é fácil, mas dever-se-ia sempre pensar com a cabeça.
O coração foi feito para outras coisas...

Monday, October 04, 2010

Indian summer

Depois de uma sábado de miséria o domingo amanheceu brilhante.
Aproveitemos.
E aproveitamos.
Era ver a multidão que se afadigava no parque, bicicletas, patins, a correr ou a passear, abertos ao mundo ou fechados na música...
Foi sol de pouca dura. Hoje amanheceu em tons de cinza.
Mas não está frio, dizem.
Há quem se compense assim.

Friday, October 01, 2010

Sexta pela graça de Deus

Uma União Europeia sempre em construção.
Vivemos nesta harmonia cheia de desarmonias.
Iludimo-nos.
Pensamos que os grandes acordos bastam para esconder o resto.
O resto é pequeno, achamos, coisas de somenos, seguirão, inevitavelmente as grandes linhas.
Depois descobrimos, por exemplo, que em matérias de nomes e apelidos cada país seus usos e costumes.
Serão pormenores mas são os nossos nomes, ora essa!