Friday, December 17, 2010

Felizes festas

Não há muitas maneiras de dizer o simples. A menos que se entre pelo politicamente correcto e se evite a palavra Natal!
Mas eu, eu consciência e por opção não evito. Reforço mesmo. Para que não se perca o espírito!
Portanto, que seja feliz o novo ano e que o Natal, esse, seja santo.

Thursday, December 16, 2010

Carlos Pinto Coelho

No tempo em que a RTPi era a única televisão portuguesa que tinha enervava-me diariamente com os horários inadequados do "Acontece".
Alguém achou que era coisa pouco importante para emigrantes que só mereciam, em horários decentes, fado e futebol.
E eu continuo saudosa do "Acontece" que quase não vi.

Wednesday, December 15, 2010

Encolher de ombros

Sei de alguém que não consegue deixar passar! Nada! Tudo tem que ser perfeito. Há sempre algo a melhorar. Mas uma pequena imperfeição a corrigir. E o tempo vai passando. Cada vez mais o cada vez melhor resultado é cada vez menos necessário porque se torna cada vez mais tardio. Ela preocupa-se. Perde o descanso e a paz. Sempre na senda da perfeição.
Eu acho que ela deixou de saber como encolher os ombros e seguir em frente.

Tuesday, December 14, 2010

Festa de Natal

Por mais que tente, e tento, não consigo libertar-me da hipocrisia da coisa: todos sorridentes e unidos, esfomeados dos pratos multiculturais, esforçando-se por separar o inseparável, o grego do cipriota, o alemão do austríaco, o dinamarquês do sueco, entre sinais de politicamente correcto (este prato contém porco!) e o cantinho dos vegetarianos. Felizmente que os pastéis de nata são nossos e só nossos, sem tentações de iberismos...
E a música, sempre a mesma e sempre eterna, sem querer saber de Uniões Europeias para nada.
Este ano parece que éramos muitos (sempre demais!) e optaram pelo labirinto: salgados numa sala, sobremesas notra, bebidas numa terceira e o café numa quarta. No hall, onde desembocam todos os corredores, o umbigo com um microfone. É Natal mas nem assim se calam.
Fugi pelos corredores.
Levei um pastel de nata comigo.
Claro.

Monday, December 06, 2010

Entusiasmo

Entusiasmo-me com o entusiasmo dos outros.

Mas não qualquer um.

Sobretudo não aquele entusiasmo histérico, feito de gritos e guinchos, mãos de dedos esticados puxando os cabelos.

O que mexe comigo é mesmo aquele entusiasmo calmo e contudo irresistível, ponderado e contudo arrebatador, dito tanto com as palavras como com as mãos, como com os olhos.

Que, no caso, eram azuis.

Que se aproximaram solícitos perguntando se precisava de ajuda.

Respondi, perdida, que francamente não sabia bem o que procurava.

Sem hiatos, como se tal fosse a normal resposta ao meu desnorte, afirmou, estão procura isto e pegou no livro, descreveu-o com emoção, convicção e ali o deixou a criar raízes na minha mão.

Comprei-o, claro!