Tuesday, October 25, 2011

Cimeiras

As cimeiras europeias centram nelas as atenções de toda a gente. Ou pelo menos de muita gente.

Porque são centros de discussão e polémica, de decisão e de compromissos.

Para nós, aqui por Bruxelas, também são centros de confusão e desespero com os cortes de trânsito e as medidas de segurança.

Até num domingo!

Mas muito pior na quarta-feira.

Friday, October 21, 2011

Sexta, pela graça de Deus

As paredes do meu gabinete escudam-me do mundo real e só pela noite, quando o final do dia me permite o conforto do sofá, vi as imagens líbias de morte e de festejos.

A violência dos extremos que sempre me assusta.

Entretanto, entre o frio que se instala e o sol que, dizem, iluminará sem muito aquecer o fim-de-semana, a cimeira europeia andará por aqui.

Thursday, October 20, 2011

Ler

Cada vez me conveço mais que ler é como procurar ouro.
No meio de muito entulho, lá aparece, de vez em quando, uma pepita.

Thursday, October 13, 2011

Notícias

Estou cansada de crises e desgraças.
Sem muito esforço, deixo de ouvir o som debitado pela televisão e embalo-me nas recordações de um país quente onde o meu despertador foram as mangas que aterravam no telhado.
E que depois se espalhavam pelo chão libertado odores de felicidade.
É um país pobre mas onde as pessoas sorriem mais do que aqui.

Wednesday, October 12, 2011

Memórias

Em conversa, lamentou-se a perda das memórias.
A passagem do tempo que afasta as pessoas, que quebra as rotinas, que nos corta laços de vida.
Discordei sobre a perda. Pois o que resta, o que nos resta dessa vida vivida, são as memórias.
E nelas podemos deleitar-nos quando a nostalgia nos abraça.
Olhando os pingos de chuva que se esmagam contra a janela ou lendo para além das letras de um livro que abriu gavetas antigas.
Trazem sorrisos.
E dor acrescentas.
Essas memórias, essas dolorosas memórias, eu afasto diligentemente de mim mesma. Recuso-as e prossigo a vida que me dará memórias sorridentes.

Tuesday, October 11, 2011

Porque a Bélgica já tem governo!

Depois de um ano de negociações e eleições, selecções e aflições fez-se luz neste país cinzento.

A crise, esta crise, já não mora aqui.

Perduram outras.

Muitas e que mais nos afligem no quotidiano.


E nós, como o poeta, vemos que a mudança já não é como soía ... talvez seja a idade, penso por vezes, quando a incompreensão se faz mais espessa, quando os porquês bailam mudos em buscas de respostas. Ou talvez não!